Resultados
Bradesco lucra R$ 7,05 bilhões no 2º trimestre e amplia rentabilidade para 16,2%
Por Redação - Em 06/08/2026 às 10:55 AM

A margem com clientes alcançou R$ 20,2 bilhões, alta de 13,8% em 12 meses
O Bradesco encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões, resultado 16,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e 3,5% acima do primeiro trimestre deste ano. O desempenho marca o décimo trimestre consecutivo de crescimento dos lucros, refletindo a expansão das receitas com crédito, o avanço das margens financeiras e uma melhora na rentabilidade da instituição.
O principal indicador de retorno do banco também evoluiu. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROAE) alcançou 16,2% ao fim de junho, acima dos 14,6% registrados um ano antes e dos 15,8% observados no encerramento do primeiro trimestre. O índice é acompanhado pelo mercado por medir a eficiência da instituição em gerar lucro a partir do capital dos acionistas.
A margem financeira bruta somou R$ 20,8 bilhões, crescimento de 15,7% em relação ao segundo trimestre de 2025. Após descontadas as despesas com provisões para perdas, a margem financeira líquida atingiu R$ 10,88 bilhões, avanço de 9,9% na comparação anual.
O crédito continuou sendo um dos principais motores dos resultados. A margem com clientes alcançou R$ 20,2 bilhões, alta de 13,8% em 12 meses, enquanto a margem líquida com clientes chegou a R$ 10,2 bilhões, crescimento de 6,2%. Segundo o banco, o desempenho foi impulsionado pelo aumento da carteira de crédito e pela evolução do spread das operações.
Outro destaque veio da tesouraria. A margem com mercado mais do que dobrou em relação ao mesmo período de 2025, passando de R$ 288 milhões para R$ 673 milhões. O resultado foi atribuído pela instituição à gestão de risco e às oportunidades capturadas em operações com derivativos e produtos estruturados destinados aos clientes.
Ao comentar o balanço, o Bradesco afirmou que conseguiu aproveitar oportunidades de negócios mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador. A instituição destacou a resiliência das receitas e a continuidade da recuperação dos indicadores operacionais, sustentada pelo crescimento do crédito, pela disciplina na gestão de riscos e pela diversificação das fontes de receita.
Os números reforçam o momento de recuperação do banco, que vem elevando gradualmente sua rentabilidade após um período de pressão provocado pelo aumento da inadimplência nos anos anteriores. Para o mercado, a evolução do ROAE e a sequência de dez trimestres de expansão dos lucros indicam que a estratégia adotada pela instituição começa a produzir resultados mais consistentes.
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