TEATRO MUSICAL

Maitê Proença e Mateus Solano prestigiam a estreia carioca de Renato Borghi e Soraya Ravenle em “Minha Estrela Dalva”

Por Jussara Beserra - Em 06/08/2026 às 2:23 PM

Renato Borghi E Soraya Ravenle

Renato Borghi e Soraya Ravenle conduzem “Minha Estrela Dalva”, espetáculo em cartaz no Teatro Claro Mais, no Rio – Fotos: Cristina Granato

Tudo começou com um disco ouvido na infância. Décadas depois, aquela descoberta se transformou em “Minha Estrela Dalva”, musical escrito e protagonizado por Renato Borghi, que estreou na noite de quarta-feira (5), no Teatro Claro Mais, em Copacabana. Inspirado pela admiração do ator por Dalva de Oliveira, o espetáculo propõe uma homenagem que se afasta do formato tradicional das biografias musicais ao combinar memória, fantasia e teatro épico.

A produção nasceu do fascínio que Borghi cultiva desde os seis anos de idade pela cantora e ganhou um novo capítulo após um encontro com Soraya Ravenle, intérprete de Dalva na montagem. A conexão entre os dois traz uma curiosa coincidência: Soraya iniciou sua trajetória no teatro musical justamente no coro de “A Estrela Dalva”, espetáculo de 1987 estrelado por Marília Pêra e dirigido pelo próprio Borghi.

Depois de uma temporada de destaque em São Paulo, impulsionada pelo forte reconhecimento do público, “Minha Estrela Dalva” chega ao Rio apostando em uma narrativa que transforma lembranças pessoais em dramaturgia. Em cena, Renato Borghi, Soraya Ravenle e Elcio Nogueira Seixas, sob direção de Elias Andreato e do próprio Seixas, conduzem uma encenação que revisita a trajetória da artista sem seguir a estrutura de uma biografia convencional.

Plateia de peso

Jonas Bloch , Soraya Ravenle , Renato Borghi , Mateus Solano E Isabel Teixeira

Renato Borghi recebe o carinho de amigos e artistas durante a estreia do musical

A estreia também movimentou o foyer do Teatro Claro Mais, reunindo importantes nomes do teatro, da televisão e da música brasileira. Prestigiaram a montagem Isabel Teixeira, Mateus Solano, Maitê Proença, Jonas Bloch, Adriana Birolli, Ivan Zettel, Miriam Schenker e Tim Rescala, além da cantora de jazz Ithamara Koorax, do crítico musical Mauro Ferreira e do pesquisador Rodrigo Faour. A presença de artistas e especialistas da cena cultural reforçou a recepção positiva do espetáculo, que desembarcou na capital fluminense cercado de expectativa.

Recuperando-se de uma pneumonia, Soraya Ravenle preparou a voz com a professora e preparadora vocal Jane Celeste antes da estreia. No palco, a atriz foi aplaudida ao lado de Borghi e Elcio Nogueira Seixas, encerrando a noite com uma recepção calorosa do público. A montagem reafirma a permanência de Dalva de Oliveira como uma das vozes fundamentais da música brasileira e mostra como sua trajetória continua inspirando novas leituras no teatro contemporâneo.

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