REENCONTRO

No Rio de Janeiro, Maria Bethânia e Paulinho da Viola retomam parceria de décadas no palco do Doce Maravilha

Por Jussara Beserra - Em 10/08/2026 às 12:07 AM

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Maria Bethânia e Paulinho da Viola retomam parceria no palco carioca – Fotos: @roncca/Divulgação

Um encontro iniciado ainda nos anos 1960 voltou a ganhar palco no Rio de Janeiro. Maria Bethânia e Paulinho da Viola dividiram o repertório no sábado (8), durante o primeiro dia do Doce Maravilha, no Jockey Club Brasileiro, recuperando uma conexão artística atravessada por quase seis décadas de música brasileira.

Bethânia entrou durante o show de Paulinho para cantar “Falsa Baiana”, de Geraldo Pereira. A participação avançou por “Desde que o Samba é Samba”, de Caetano Veloso, e abriu espaço para a cantora assumir o centro do palco em “As Canções que Você Fez pra Mim” e “Reconvexo”. Os dois voltaram a dividir os vocais em “Sei Lá, Mangueira”, parceria de Paulinho com Hermínio Bello de Carvalho.

O encontro carregava uma história anterior ao próprio festival. Bethânia e Paulinho já cruzavam caminhos no início de suas carreiras, tiveram uma dessas aproximações registrada no filme “Saravah”, lançado em 1972 pelo francês Pierre Barouh, e excursionaram pela Europa naquele mesmo ano. Décadas depois, o Doce Maravilha transformou essa memória musical em um dos momentos centrais de sua quarta edição.

Paulinho também percorreu seu próprio cancioneiro, passando por “Foi um Rio que Passou em Minha Vida” e “Timoneiro”, além de prestar homenagem a Clementina de Jesus com “Tava Dormindo”. Bethânia se despediu com versos de “O Mar”, de Dorival Caymmi.

Sob curadoria de Nelson Motta, o sábado ainda reuniu Cortejo Afro com Luedji Luna e Margareth Menezes, Chico Chico e Juliana Linhares em homenagem a Belchior, além de Leci Brandão com Rappin’ Hood. O Bloco do Silva encerrou a programação do palco principal.

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