SAÚDE PRIVADA
Rede D’Or lucra R$ 1,28 bilhão no 2º trimestre e amplia Ebitda em 18,2%
Por Redação - Em 13/08/2026 às 12:01 AM

Receita alcançou R$ 14,9 bilhões entre abril e junho, enquanto margem Ebitda avançou 2,1 pontos percentuais
A Rede D’Or encerrou o segundo trimestre de 2026 com avanço dos principais indicadores operacionais e financeiros. O lucro líquido ajustado chegou a R$ 1,283 bilhão, crescimento de 8,5% em relação ao mesmo período de 2025, sustentado pelo aumento das receitas nos negócios hospitalar e de seguros e pela melhora das margens.
Considerando os efeitos do IFRS 17, norma contábil aplicada aos contratos de seguros, o lucro líquido contábil atingiu R$ 1,289 bilhão, resultado 23,1% superior aos R$ 1,048 bilhão registrados um ano antes. Sem os efeitos da norma, o lucro ficou em R$ 1,239 bilhão, com alta anual de 9,7%.
A expansão também aparece no resultado operacional. O Ebitda consolidado somou R$ 2,903 bilhões entre abril e junho, crescimento de 18,2% na comparação anual. A margem Ebitda passou para 19,5%, avanço de 2,1 pontos percentuais em um ano.
A combinação mostra um crescimento da rentabilidade acima do ritmo das receitas. No trimestre, a receita líquida consolidada avançou 5,6%, para R$ 14,910 bilhões. Enquanto o faturamento cresceu em um dígito, o Ebitda avançou quase três vezes esse percentual.
Nos seis primeiros meses de 2026, a receita líquida da Rede D’Or alcançou R$ 29,467 bilhões, crescimento de 9,4% sobre o primeiro semestre de 2025. O Ebitda, por sua vez, avançou 22,6%, para R$ 5,873 bilhões.
Na base sem adoção do IFRS 17, o lucro líquido acumulado chegou a R$ 2,399 bilhões, 11,7% acima dos R$ 2,148 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior.
A geração de caixa também ganhou força. A companhia acumulou R$ 5,414 bilhões no semestre, equivalente a uma conversão de 92,2% do Ebitda reportado.
Dívida líquida sobe 31,8%
Apesar da expansão dos resultados, a dívida líquida encerrou junho em R$ 22,797 bilhões, aumento de 31,8% na comparação anual. A relação entre dívida líquida e Ebitda, porém, ficou em 1,71 vez, redução de 0,04 vez frente ao trimestre anterior.
O resultado financeiro permaneceu como pressão sobre o balanço. No segundo trimestre, ficou negativo em R$ 745 milhões, deterioração de 35,5% em relação ao mesmo período de 2025. No semestre, o saldo negativo alcançou R$ 1,489 bilhão, crescimento de 38,6%.
Os números mostram que, mesmo diante do aumento das despesas financeiras e do estoque de dívida, a Rede D’Or conseguiu ampliar a geração operacional em ritmo superior ao crescimento da receita. A evolução da margem e do Ebitda coloca a eficiência das operações hospitalares e de seguros entre os principais vetores do balanço no primeiro semestre de 2026.
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