Crise política
PGR pede condenação de deputados por desvio milionário de emendas parlamentares
Por Suzete Nocrato - Em 10/03/2026 às 3:32 PM

O STF começou a analisar a denúncia da PGR contra Josimar Maranhãozinho, o Pastor Gil e João Bosco da Costa. Foto: STF
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou nesta terça-feira (10/3) que o Supremo Tribunal Federal (STF) condene três parlamentares do Partido Liberal (PL) por envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares que teria movimentado R$ 1,6 milhão em propina.
A denúncia está sendo analisada pela Primeira Turma do STF, que iniciou o julgamento contra os deputados federais Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), o Pastor Gil, além do ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE).
Segundo a Procuradoria-Geral da República, o grupo teria cobrado propina para direcionar recursos ao município de São José de Ribamar (MA) por meio de emendas parlamentares, mecanismo que permite a deputados e senadores destinar verbas do Orçamento da União a projetos em seus redutos eleitorais.
Emendas parlamentares
A acusação sustenta que, para liberar R$ 6,67 milhões em emendas no ano de 2020, os parlamentares teriam exigido do então prefeito José Eudes o pagamento de R$ 1,6 milhão, equivalente a 25% do valor total. O gestor municipal relatou aos investigadores que sofreu cobranças e intimidações por parte do grupo investigado.
Para a PGR, o deputado Josimar Maranhãozinho teria atuado como líder da organização criminosa. Também são réus na ação Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha, acusados de participação em corrupção passiva e organização criminosa, em alguns casos com agravantes relacionados à participação de agentes públicos. Atualmente, Bosco Costa é suplente de deputado federal e não exerce mandato.
Após as sustentações orais, os ministros da Primeira Turma do STF iniciarão a votação, começando pelo relator Cristiano Zanin, seguido por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e pelo presidente do colegiado, Flávio Dino. Segundo Dino, a análise da ação penal sobre emendas parlamentares deverá ser concluída na terça-feira (17).
Os advogados do deputado Pastor Gil afirmaram que a acusação “não faz sentido” do ponto de vista “lógico, cronológico e jurídico” e disseram confiar na absolvição do cliente; já a defesa de Josimar Maranhãozinho informou que não se pronunciaria, enquanto a de Bosco Costa não respondeu aos contatos.
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