Justiça & Segurança

STF reage a operação da PF sobre vazamento de dados e aponta “acessos ilegais” em sistema da Receita Federal

Por Suzete Nocrato - Em 17/02/2026 às 3:00 PM

Mora

Ministro Alexandre de Morais autoriza instauração de investigação a partir de representação da PGR. Foto: STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nota oficial nesta terça-feira (17) após a operação da Polícia Federal que teve como alvo servidores públicos suspeitos de vazar informações relacionadas a autoridades e familiares.

A investigação foi instaurada a partir de representação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Corte.

Segundo o comunicado, as apurações preliminares identificaram “diversos e múltiplos acessos ilegais” realizados por meio do sistema da Receita Federal do Brasil.

O STF acrescentou que os vazamentos teriam ocorrido com o objetivo de produzir “suspeitas artificiais, de difícil dissipação”.

Inquérito das fake news

A operação integra os desdobramentos do chamado inquérito das fake news, sob relatoria de Alexandre de Moraes. No comunicado, a Corte também mencionou o vazamento de dados do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e informou que a Polícia Federal do Brasil continuará as investigações.

Até então mantidos sob sigilo, os nomes dos alvos foram tornados públicos na nota oficial. São eles: Luiz Antônio Martins Nunes; Luciano Pery Santos Nascimento; Ruth Machado dos Santos; Ricardo Mansano de Moraes.

De acordo com o Portal da Transparência, Luiz Antônio Martins Nunes é empregado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos ocupam o cargo de técnico de seguro social na Receita Federal. Já Ricardo Mansano de Moraes atua como auditor-fiscal da Receita Federal.

Os investigados foram alvo de mandados de busca e apreensão e prestaram depoimento à Polícia Federal. Não houve cumprimento de mandados de prisão durante a operação. O portal g1 informou que tenta contato com as defesas dos citados, mas, até a última atualização da reportagem, não havia obtido retorno.

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