AJUDA INTERNACIONAL

União Europeia libera € 2,85 milhões para Cuba após furacão e amplia apoio a 815 mil afetados

Por Redação - Em 05/05/2026 às 11:07 AM

União Europeia Foto Pixabay

A medida reforça o papel geopolítico da União Europeia como uma das principais fontes de apoio externo a Cuba em um momento de vulnerabilidade ampliada FOTO: Pixabay

A União Europeia anunciou um novo pacote humanitário de € 2,85 milhões para reforçar a resposta à crise social e alimentar em Cuba após a devastação provocada pelo furacão Melissa, que atingiu a ilha no fim de 2025. Os recursos serão destinados ao Programa Alimentar Mundial (PAM), ligado à ONU, com foco em assistência a cerca de 815 mil cubanos nas regiões mais afetadas do leste do país.

Segundo o plano europeu, a verba será direcionada principalmente às províncias orientais de Granma, Holguín, Santiago de Cuba, Guantánamo e Las Tunas, onde a tempestade deixou um rastro de destruição em infraestrutura habitacional, serviços públicos e produção agrícola. A operação inclui distribuição de alimentos básicos, reforço logístico e apoio emergencial a grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas, grávidas e idosos.

Os números dimensionam a escala do impacto econômico: mais de 116 mil moradias sofreram danos, cerca de 100 mil hectares de plantações foram atingidos e mais de 2 mil centros educacionais foram afetados, ampliando a pressão sobre uma economia já fragilizada por crise energética, escassez de combustível e dificuldades estruturais.

Além da ajuda alimentar imediata, o pacote europeu também busca fortalecer armazenagem, transporte e abastecimento, incluindo combustível para acelerar a distribuição de suprimentos — fator considerado decisivo em um país que enfrenta limitações logísticas severas.

Para além do impacto humanitário, a medida reforça o papel geopolítico da União Europeia como uma das principais fontes de apoio externo a Cuba em um momento de vulnerabilidade ampliada por eventos climáticos extremos e restrições econômicas, evidenciando como desastres naturais e fragilidade estrutural podem aprofundar desafios de segurança alimentar em economias sob pressão.

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