em cabo verde

Artista cearense Pedra Silva representa o Brasil em residência internacional no Kontornu Dance Camp 2026

Por Jussara Beserra - Em 05/05/2026 às 11:17 AM

Pedra Mandingueira Flávia Almeida (27) (1)

Pedra Silva representa o Brasil em residência internacional que conecta arte e diáspora – Fotos: Divulgação

A artista cearense Pedra Silva foi selecionada para o Kontornu Dance Camp 2026, residência internacional que acontece entre os dias 9 e 16 de maio, na cidade da Praia, em Cabo Verde. Ela é a única brasileira entre os nove artistas convidados, em um programa que reúne criadores da África, Europa e Caribe com foco na circulação de trabalhos em artes performativas.

Durante a residência, Pedra apresenta a performance “Defumação para Afastar o Alzheimer Colonial”, obra que investiga práticas de cura, memória e colonialidade por meio de intervenções urbanas. O trabalho propõe a ativação do corpo como instrumento de leitura histórica, levando para o espaço público discussões sobre apagamentos e permanências.

A artista permanece no país africano até o dia 24 de maio, período em que inicia a pesquisa “Princesas Transatlânticas”, voltada às conexões entre Brasil e África a partir da diáspora e de experiências dissidentes de existência.

A participação internacional acontece em paralelo à continuidade de sua produção em Fortaleza. Um dos principais projetos é MANDINGUEIRA, exposição-performática que investiga corpo, ancestralidade e práticas de cura, com circulação por instituições como o Museu de Arte Contemporânea do Ceará e o Galpão Bela Maré, no Rio de Janeiro.

Em 2026, o projeto chega a uma nova edição na capital cearense, ampliando seu alcance em espaços independentes de memória e formação cultural. Pedra também integra o 77º Salão de Abril, com a obra inédita “Mortuário Migrante”, que propõe uma leitura da cidade a partir de dinâmicas de desaparecimento e permanência.

Com atuação que articula território, identidade e circulação internacional, Pedra Silva consolida uma trajetória em expansão, conectando a produção brasileira a novos eixos da arte contemporânea global.

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