FORMATO ALFANUMÉRICO
Sistema da Jucec já está apto a operar as mudanças que estão chegando ao CNPJ
Por Marcelo Cabral - Em 30/06/2026 às 12:14 PM
A partir deste mês de julho que está chegando, a Receita Federal passa a emitir o novo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em formato alfanumérico para empresas abertas em todo o Brasil. No Ceará, a mudança coincide com um momento de forte expansão do empreendedorismo e encontra a Junta Comercial do Estado (Jucec) com seus sistemas preparados para operar o novo modelo.

Eduardo Jereissati diz que o sistema da Jucec está apto a operar o novo formato Foto: Divulgação
A alteração amplia a capacidade de geração de novos registros empresariais ao permitir que os 12 primeiros caracteres do CNPJ passem a combinar letras e números, marcando mais uma etapa da modernização do ambiente de negócios no País. Os atuais cadastros permanecem válidos e não exigem qualquer atualização por parte de empresas ou microempreendedores individuais (MEIs).
A modernização acompanha o crescimento da atividade empresarial no Ceará. Em 2025, o Estado registrou a abertura de 142.164 empresas, alta de 27% em relação ao ano anterior. O avanço continua em 2026: entre janeiro e 25 de junho, já foram constituídos 82.944 novos negócios, crescimento de 13,33% na comparação com o mesmo período de 2025.
Como responsável pela integração da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) no Ceará, a Jucec informa que seu Portal de Serviços já está apto a reconhecer e processar tanto os CNPJs numéricos quanto os novos registros alfanuméricos.
Transição sem impactos
Segundo o presidente da autarquia, Eduardo Jereissati, a preparação antecipada busca garantir uma transição sem impactos para quem empreende. “Nosso compromisso é garantir que essa transição ocorra de forma segura, coordenada e sem impactos para quem empreende no Ceará. A Jucec continuará trabalhando em parceria com a Receita Federal, os municípios e todos os órgãos da Redesim para assegurar que o ambiente de negócios permaneça moderno, integrado e preparado para o futuro“, afirma.
Embora a mudança seja praticamente imperceptível para os empresários, ela exige adaptações dos sistemas utilizados por órgãos públicos e instituições que utilizam o CNPJ como identificador em processos de licenciamento, tributação e fiscalização. Por esse motivo, a Jucec encaminhou orientações aos municípios e aos órgãos parceiros para que promovam as adequações necessárias em seus sistemas informatizados, evitando falhas durante a implantação do novo modelo.
Eduardo Jereissati destaca que essa preparação é fundamental para assegurar a continuidade dos serviços públicos. “No Ceará, a Junta Comercial vem orientando todos os órgãos estaduais e municipais para que realizem essas adequações com antecedência. Essa preparação é essencial para evitar interrupções em serviços como emissão de alvarás, licenciamento, inscrições tributárias e demais procedimentos que utilizam o CNPJ como identificador”, ressalta.
Na prática, para quem pretende abrir uma empresa, o processo permanece o mesmo. A principal mudança ocorre nos bastidores, ampliando a capacidade do sistema brasileiro de registros empresariais para acompanhar o crescimento contínuo da atividade econômica em todo o território nacional.
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