Aviação
Airbus adia entrega de jatos da Qantas e afeta plano de voos de 22 horas
Por Redação - Em 26/05/2026 às 10:00 AM

A primeira aeronave, inicialmente prevista para ser entregue até o fim de 2026, agora deverá chegar à frota da Qantas apenas no início de 2027
A fabricante europeia Airbus voltou a enfrentar dificuldades decorrentes dos gargalos na cadeia global de suprimentos. Desta vez, os entraves afetaram a entrega do primeiro lote de aeronaves A350-1000ULR encomendadas pela companhia aérea australiana Qantas para o Projeto Sunrise, iniciativa que pretende operar alguns dos voos comerciais mais longos do mundo.
Segundo informações divulgadas pela empresa, a primeira aeronave, inicialmente prevista para ser entregue até o fim de 2026, agora deverá chegar à frota da Qantas apenas no início de 2027. O adiamento pode impactar o cronograma de lançamento das rotas sem escalas entre Sydney e cidades como Londres e Nova York.
O Projeto Sunrise é considerado uma das apostas mais ambiciosas da aviação comercial. A proposta prevê voos de aproximadamente 22 horas de duração, conectando a Austrália diretamente à Europa e à América do Norte sem escalas intermediárias. Para isso, a Qantas encomendou uma versão especial do Airbus A350-1000, adaptada para operações de ultralongo alcance.
Apesar do atraso, o programa segue avançando. O primeiro A350-1000ULR já deixou a linha de montagem final em Toulouse, na França, e entrou na fase de testes em solo e em voo. A expectativa da companhia australiana é acelerar o recebimento das aeronaves após a entrega inicial, alcançando cinco unidades em operação até novembro de 2027.
O novo contratempo evidencia os desafios enfrentados pela indústria aeroespacial mundial. Fabricantes continuam lidando com escassez de componentes, atrasos de fornecedores e dificuldades logísticas que se arrastam desde a pandemia. Esses fatores têm afetado tanto os cronogramas de produção quanto as metas de entrega das principais montadoras de aeronaves.
Para a Airbus, a situação ocorre em um momento de forte demanda por aeronaves mais eficientes em consumo de combustível. Com carteiras de pedidos robustas e companhias aéreas buscando renovar suas frotas, os atrasos reforçam a pressão sobre a capacidade produtiva da fabricante europeia e de toda a cadeia global de fornecimento do setor.
A Qantas informou anteriormente que pretende iniciar as operações comerciais das novas rotas somente após receber pelo menos três aeronaves e concluir todas as etapas de certificação e preparação operacional, o que torna o cronograma de entregas um fator decisivo para o sucesso do projeto.
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