UNANIMIDADE NO COPOM

Banco Central eleva taxa Selic a 6,25% para tentar controlar a alta da inflação

Por Marcelo - Em 22 de setembro de 2021

Em meio ao aumento da inflação de alimentos, combustíveis e energia, o Banco Central apertou ainda mais o cinto da economia nacional. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária elevou a taxa básica de juros, a Selic, de 5,25% para 6,25% ao ano. A decisão já era esperada pelos analistas financeiros.

Altas nos preços de alimentos, combustíveis e energia pressionaram                 Foto: Divulgação

A taxa está no nível mais alto desde julho de 2019, quando era de 6,5% ao ano. Esse foi o quinto reajuste consecutivo na Selic. De março a junho, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em um ponto a cada reunião.

Em comunicado, o Copom informou que deverá elevar novamente a Selic em um ponto percentual na próxima reunião, no fim de outubro. Com o teto da meta de inflação estourado em 2021, o órgão informou que trabalha para trazer a inflação de volta para o intervalo da meta em 2022 e, “em algum grau”, em 2023.

“O Copom considera que, no atual estágio do ciclo de elevação de juros, esse ritmo de ajuste (um ponto percentual a cada reunião) é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e, simultaneamente, permitir que o Comitê obtenha mais informações sobre o estado da economia e o grau de persistência dos choques”, destacou o texto.

Com a decisão de hoje, a Selic continua num ciclo de alta. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos até 6,5% a.a. em março de 2018. A Selic voltou a ser reduzida em agosto de 2019 até alcançar 2% a.a. em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de Covid-19, o menor nível da série histórica iniciada em 1986. (Agência Brasil)

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