US$ 4,6 milhões
Ceará registra alta de 12,9% nas exportações de lagosta no início de 2026
Por REDAÇÃO - Em 29/04/2026 às 3:15 PM

Exportações de lagosta pelo Ceará superaram quatro milhões de dólares no primeiro trimestre — Foto: arquivo/Portal IN
O Ceará iniciou 2026 com crescimento nas exportações de lagosta, mas o principal movimento observado vai além do avanço em volume. Dados do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), apontam uma mudança no perfil do produto exportado e nos mercados de destino.
No primeiro trimestre de 2026, as exportações somaram US$ 4,6 milhões, alta de 12,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos meses de fevereiro e março, indicando uma retomada mais consistente da demanda internacional ao longo do trimestre.
Segundo a gerente do CIN, Karina Frota, os dados indicam uma transformação no padrão das exportações. “Mais do que um crescimento pontual, há uma mudança no padrão das exportações de lagosta do Ceará, com ajuste ao perfil da demanda internacional, tanto em relação ao tipo de produto quanto aos mercados atendidos”, afirmou.

Crescimento das exportações de lagosta no Ceará reflete mudança no perfil do produto e dos mercados — Foto: Laura Guerreiro
Um dos principais sinais dessa mudança está no tipo de produto exportado. As vendas de lagostas não inteiras, que incluem cortes e produtos processados, somaram US$ 2,84 milhões e cresceram 63%. Já as exportações de lagostas inteiras totalizaram US$ 1,74 milhão, com queda de 25%.
De acordo com o levantamento, esse movimento reflete uma preferência crescente por produtos de maior valor agregado, o que exige adaptação da cadeia produtiva, especialmente nos processos industriais e logísticos .
Além do produto, os destinos das exportações também passaram por mudanças. A Austrália assumiu a liderança entre os principais mercados, com US$ 2,18 milhões e crescimento de 63%. Os Estados Unidos registraram retração, com US$ 986 mil (-15%), enquanto a China ampliou sua participação, alcançando US$ 935 mil, alta de 17%.
Segundo o CIN, o cenário indica uma reconfiguração do eixo de consumo global, ainda com elevada concentração em poucos mercados. “Embora haja avanço nas exportações, o setor ainda apresenta concentração em poucos destinos, o que exige estratégias voltadas à ampliação de mercados e à agregação de valor aos produtos”, conclui Karina Frota.
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