AVIAÇÃO

CEO da TAP defende parceiro estratégico e reforça necessidade de privatização parcial

Por Redação - Em 21/05/2026 às 11:19 AM

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O presidente-executivo da companhia, Luís Rodrigues, acredita que permanecer como uma companhia independente e de menor porte aumenta os riscos diante de um mercado marcado por instabilidade

A TAP Air Portugal precisa integrar um grupo aéreo maior para enfrentar os desafios crescentes do setor e garantir sua sustentabilidade no longo prazo. A avaliação foi feita pelo presidente-executivo da companhia, Luís Rodrigues, em meio ao processo de privatização parcial da empresa conduzido pelo governo português.

Segundo o executivo, permanecer como uma companhia independente e de menor porte aumenta os riscos diante de um mercado marcado por instabilidade, custos elevados e concorrência cada vez mais concentrada. Rodrigues argumentou que uma parceria com um grupo mais capitalizado e estruturado ampliaria a capacidade da TAP de enfrentar futuras turbulências do setor.

O posicionamento ocorre cerca de um mês após o governo de Portugal convidar os grupos Air France-KLM e Lufthansa a apresentarem propostas vinculantes para adquirir uma participação minoritária na companhia aérea estatal. O plano prevê a venda de até 49,9% da TAP, sendo 5% da fatia reservada aos funcionários.

As empresas interessadas deverão concluir a fase de auditoria e apresentar suas ofertas até o fim de julho.

A TAP busca consolidar sua recuperação após receber um pacote de resgate de € 3,2 bilhões, aprovado pela União Europeia em 2021 como parte das medidas adotadas durante a pandemia. Desde então, a companhia tem concentrado esforços na reestruturação das operações e na retomada do crescimento em um mercado cada vez mais dominado por grandes grupos globais de aviação.

Para o CEO, o movimento de consolidação da indústria tende a fortalecer ainda mais os grandes conglomerados, enquanto empresas independentes enfrentam dificuldades crescentes para competir. Nesse cenário, a entrada de um sócio estratégico é vista pela administração como um passo importante para preservar a competitividade e ampliar as perspectivas de crescimento da companhia portuguesa.

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