aponta dieese

Cesta básica sobe nas 27 capitais em abril, e salário ideal para família alcança R$ 7,6 mil

Por Redação - Em 11/05/2026 às 1:32 PM

Entre os itens que mais pressionaram os preços, o leite integral subiu nas 27 capitais, o feijão avançou em 26 e o tomate aumentou em 25 cidades. Em Fortaleza, a alta do tomate chegou a 25,58%

O custo da cesta básica avançou em todas as 27 capitais brasileiras em abril pela segunda vez consecutiva, segundo levantamento do Dieese, ampliando a pressão sobre o orçamento das famílias e reforçando o peso da inflação dos alimentos no País. As maiores altas mensais foram registradas em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).

São Paulo manteve a cesta básica mais cara do Brasil, com custo médio de R$ 906,14, seguida por Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26). Na outra ponta, os menores valores foram encontrados em Aracaju (R$ 619,32), São Luís (R$ 639,24), Maceió (R$ 652,94) e Porto Velho (R$ 658,35), refletindo diferenças regionais na composição dos produtos pesquisados.

Com base no custo de São Paulo, o Dieese calcula que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.612,49 em abril, o equivalente a 4,7 vezes o piso oficial de R$ 1.621.

No acumulado de 12 meses, 18 capitais registraram alta nos preços, com destaque para Cuiabá (9,99%), Salvador (7,14%) e Aracaju (6,79%). Já São Luís (-4,84%) e São Paulo (-0,34%) tiveram retração no comparativo anual, embora a capital paulista siga liderando o ranking nacional de custo.

Entre os itens que mais pressionaram os preços, o leite integral subiu nas 27 capitais, o feijão avançou em 26 e o tomate aumentou em 25 cidades. Em Fortaleza, a alta do tomate chegou a 25,58% no mês. O pão francês e a carne bovina também subiram na maior parte do País, enquanto o café em pó teve queda em 22 capitais, favorecido pela proximidade da safra.

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