Indicadores econômicos
Confiança da indústria avança em maio e atinge 97,1 pontos, aponta FGV
Por Redação - Em 27/05/2026 às 10:41 AM

No campo das expectativas, o indicador de produção prevista para os próximos três meses teve alta de 1,2 ponto, chegando a 96,7 pontos FOTO: CNI/Divulgação
A confiança da indústria brasileira voltou a crescer em maio, sinalizando melhora na percepção do setor sobre o ambiente de negócios e as perspectivas para os próximos meses. O Índice de Confiança da Indústria (ICI), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), subiu 1,1 ponto na comparação mensal, alcançando 97,1 pontos.
Com o resultado, o indicador recuperou parte das perdas registradas nos meses anteriores e voltou ao maior nível desde o início do ano. Segundo a FGV, o avanço foi puxado tanto pela melhora da avaliação sobre o momento atual quanto pelas expectativas em relação ao curto prazo.
O Índice de Situação Atual (ISA), que mede a percepção dos empresários sobre o cenário presente, avançou 1,3 ponto, chegando a 98,6 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE), responsável por captar a visão do setor para os próximos meses, registrou alta de 0,9 ponto, atingindo 95,7 pontos.
De acordo com a pesquisa, o crescimento da confiança ocorreu em 13 dos 19 segmentos industriais analisados pela FGV. O levantamento também mostrou melhora nos indicadores relacionados ao nível de demanda e à tendência dos negócios no horizonte de curto prazo.
Entre os componentes do índice, o indicador que mede a percepção sobre a situação atual dos negócios avançou 1,8 ponto, para 99,1 pontos. Já o indicador de demanda total cresceu 0,8 ponto, alcançando 98,1 pontos.
No campo das expectativas, o indicador de produção prevista para os próximos três meses teve alta de 1,2 ponto, chegando a 96,7 pontos. O indicador de tendência dos negócios para os próximos seis meses também avançou, subindo 0,5 ponto, para 94,7 pontos.
Apesar da melhora em maio, a confiança industrial ainda permanece abaixo do patamar considerado neutro, de 100 pontos, indicando que o setor continua operando em um ambiente de cautela. Ainda assim, o resultado reforça a percepção de recuperação gradual da atividade industrial brasileira ao longo do segundo trimestre.
A FGV destacou ainda que a evolução positiva da confiança ocorre em meio à expectativa de desaceleração da inflação e à perspectiva de melhora das condições financeiras ao longo do ano, fatores considerados importantes para sustentar o ritmo da produção industrial.
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