Agro em alta

Exportação de carne suína avança 14% no ano, supera US$ 1,2 bilhão e amplia força do Brasil na Ásia

Por Redação - Em 08/05/2026 às 3:35 PM

Entre janeiro e abril, os embarques de carne suína alcançaram 532,2 mil toneladas, avanço de 14,2%

As exportações brasileiras de carne suína mantiveram ritmo forte em abril e reforçaram o avanço do agronegócio nacional no mercado global. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país embarcou 140 mil toneladas no mês, volume 8,3% superior ao registrado em igual período de 2025, consolidando mais um resultado expressivo para a cadeia suinícola. A receita acompanhou o crescimento operacional e somou US$ 328,2 milhões, alta de 8,8% na mesma base de comparação.

No acumulado do primeiro quadrimestre, o desempenho foi ainda mais robusto. Entre janeiro e abril, os embarques alcançaram 532,2 mil toneladas, avanço de 14,2% sobre o mesmo intervalo do ano passado. Em faturamento, o setor gerou US$ 1,244 bilhão, crescimento de 14,1%, reforçando a combinação de maior demanda internacional e expansão em mercados estratégicos.

A Ásia permaneceu como principal motor dessa expansão. As Filipinas lideraram as compras em abril, com 35,9 mil toneladas importadas do Brasil, crescimento de 20,6% em relação ao ano anterior. O Japão foi o destaque proporcional entre os maiores compradores, com salto de 131,9%, totalizando 16,6 mil toneladas. Já a China importou 11,8 mil toneladas, com retração de 21,6%, enquanto Chile e Hong Kong apresentaram desempenhos mistos.

O resultado confirma uma mudança importante no mapa comercial da proteína brasileira, com maior diversificação geográfica e avanço em destinos de maior valor agregado, especialmente no mercado japonês. A expansão das Filipinas como principal destino também evidencia o reposicionamento da carne suína brasileira em mercados asiáticos de grande consumo.

Após um março recorde, quando os embarques já haviam crescido mais de 30%, abril consolidou a trajetória de expansão do setor, sustentando a perspectiva de 2026 como mais um ano de fortalecimento internacional para a suinocultura brasileira, impulsionada por competitividade, demanda externa aquecida e ampliação da presença em novos mercados.

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