ESG E NEGÓCIOS
Grupo Marquise transforma ações de sustentabilidade em ativos estratégicos
Por Marcelo Cabral - Em 10/06/2026 às 3:18 PM
O Grupo Marquise vem estruturando um modelo de negócio em que resíduos, energia e infraestrutura operam como vetores de valor – e não como obrigações regulatórias. A leitura do Relatório de Impacto Socioambiental 2025 revela um movimento claro: sustentabilidade deixou de ser um capítulo paralelo para ocupar o centro da estratégia corporativa.

Caminhão elétrico e a biometano também integram a estratégia do grupo cearense Foto: Divulgação
No ano passado, o grupo beneficiou mais de 2,2 milhões de pessoas por meio dos projetos executados nas cidades onde atua. “A sustentabilidade precisa estar incorporada à forma como a empresa toma decisões, se relaciona com as comunidades e projeta o futuro. É um alicerce do nosso crescimento e dos vetores direcionais dos nossos negócios”, afirma Carla Pontes, co-CEO do Grupo Marquise.
No Ceará, essa mudança ganha escala. A operação da GNR Fortaleza, planta de biometano desenvolvida em parceria com a MDC Energia, transforma resíduos em combustível. Em 2025, a unidade produziu 21,8 milhões de Nm³, o equivalente a cerca de 20% da produção nacional – um volume que reposiciona o Estado na agenda energética de baixo carbono. A conversão de biogás em biometano cria uma cadeia de valor que conecta gestão de resíduos, matriz energética e competitividade industrial.
“Quando tratamos resíduos com tecnologia, planejamento e responsabilidade, deixamos de olhar para o descarte como fim de ciclo e passamos a enxergá-lo como início de uma cadeia de valor“, destaca Paulo Marcelo Santana, co-CEO do Grupo Marquise.
Essa mesma lógica se replica na atuação urbana. Em Fortaleza, a EcoFor amplia o papel da limpeza pública ao incorporar educação ambiental, logística reversa e estímulo à economia circular. O dado mais relevante não está apenas nas 803 toneladas de recicláveis recebidas, mas na mudança de comportamento que começa a se consolidar.
Ações diversificadas
Ao mesmo tempo, o grupo avança em frentes estruturantes. A participação na Ferrovia Transnordestina e a liderança na implantação da usina de dessalinização reforçam a atuação em infraestrutura crítica – conectando mobilidade, segurança hídrica e desenvolvimento regional. Na área de incorporações, há avanços em eficiência construtiva, com o uso do sistema steel frame e a expansão da M.Lar.
Nos empreendimentos urbanos, a integração também aparece como diretriz. O Shopping Parangaba, conectado a diferentes modais de transporte, exemplifica um modelo de mobilidade mais eficiente. O Centro Fashion Fortaleza e o Hotel Gran Marquise também integram o relatório, destacando-se por suas ações de eficiência operacional e relacionamento com os públicos locais.
O Grupo Marquise apoiou projetos culturais pela Lei Rouanet, em parceria com o Ministério da Cultura, e promoveu ações educativas e tecnológicas . “O impacto socioambiental também se constrói pela presença contínua nas comunidades, usando múltiplas linguagens artísticas e tecnológicas para despertar a consciência ambiental”, conclui Vini Fernandes, gerente de Marketing e Inteligência Social do grupo empresarial.
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