Logística
Linha que liga Ceará à Ásia movimenta mais de 100 mil contêineres no primeiro ano de operação
Por REDAÇÃO - Em 11/05/2026 às 11:58 AM

Operação marítima ampliou a conexão do terminal cearense com mercados internacionais e reduziu o tempo de trânsito das cargas — Foto: divulgação/Complexo do Pecém
A operação da Linha Santana, serviço marítimo da MSC que conecta o Porto do Pecém aos principais mercados asiáticos, completou um ano com impacto relevante sobre a movimentação de cargas e a competitividade logística do Ceará. A rota consolidou o terminal cearense como um dos principais pontos estratégicos para o comércio exterior entre o Brasil e a Ásia.
Segundo dados do Complexo do Pecém, o serviço movimentou mais de 103 mil TEUs nos primeiros 12 meses de operação, volume equivalente a cerca de 15% de toda a movimentação conteinerizada do porto no período. O desempenho colocou a Linha Santana entre os principais serviços internacionais em operação no terminal cearense.
A conexão direta atende mercados como China, Coreia do Sul e Singapura, além de rotas ligadas à América Central e ao Caribe. Entre as principais cargas transportadas estão painéis solares, coque de petróleo, peças automotivas e mercadorias destinadas ao Polo Industrial de Manaus. No fluxo de exportação, destacam-se produtos como pedras ornamentais, óleos minerais e açaí.
Melhora na logística

Max Quintino destaca avanço da conexão marítima entre o Porto do Pecém e os mercados asiáticos após o primeiro ano de operação da Linha Santana — Foto: arquivo/Portal IN
Além do aumento da movimentação, a nova rota reduziu significativamente o tempo logístico das cargas destinadas ao Ceará. Antes da operação direta, mercadorias oriundas da China podiam levar até 70 dias para chegar ao Estado, passando por conexões em portos do Sudeste e operações de cabotagem até o Nordeste.
“Hoje temos uma operação muito mais eficiente, previsível e competitiva”, afirmou o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino. Segundo ele, a redução no tempo de trânsito chega a aproximadamente 30 dias em algumas operações.
Outro ponto considerado estratégico pelo terminal é o perfil de transbordo da rota, responsável por cerca de 47% da movimentação da Linha Santana. O modelo fortalece o Pecém como hub regional de redistribuição de cargas para as regiões Norte e Nordeste, ampliando a integração logística com mercados internacionais.
“O sucesso da Linha Santana comprova que o Pecém está preparado para receber grandes serviços internacionais de longo curso e ampliar fluxos comerciais”, destacou Max Quintino.
O desempenho da operação ocorre em um momento de expansão da infraestrutura logística e energética no Ceará, com o Porto do Pecém buscando ampliar sua participação nas principais rotas globais de comércio marítimo e consolidar sua posição entre os maiores hubs portuários do país.
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