BALANÇO POSITIVO

Lucro da Microsoft cresce 23% e atinge US$ 31,8 bilhões no 1º trimestre

Por Redação - Em 30/04/2026 às 2:09 PM

Sede Da Microsoft Foto Divulgação

O lucro operacional atingiu US$ 38,4 bilhões, avanço de 20%, enquanto o lucro por ação diluído subiu para US$ 4,27, também com crescimento anual de 23%

A Microsoft entregou um novo trimestre de expansão robusta impulsionada por nuvem e inteligência artificial, reforçando sua posição como uma das principais vencedoras da corrida global por infraestrutura digital. No terceiro trimestre fiscal de 2026, encerrado em março, a companhia registrou receita de US$ 82,9 bilhões, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando as estimativas de Wall Street. O lucro líquido avançou ainda mais, crescendo 23%, para US$ 31,8 bilhões.

O desempenho operacional também mostrou ganho de escala. O lucro operacional atingiu US$ 38,4 bilhões, avanço de 20%, enquanto o lucro por ação diluído subiu para US$ 4,27, também com crescimento anual de 23%. O resultado evidencia a capacidade da companhia de expandir margens mesmo em um ambiente de investimentos pesados em data centers, chips e inteligência artificial.

O principal motor financeiro segue sendo a divisão de nuvem. A receita do Microsoft Cloud alcançou US$ 54,5 bilhões, crescimento de 29% na comparação anual, sustentada pela expansão do Azure, cuja receita avançou 40%. O desempenho confirma que a estratégia liderada por Satya Nadella continua convertendo demanda corporativa por IA e computação em nuvem em receita recorrente de alta escala.

Ao mesmo tempo, a Microsoft mantém ritmo agressivo de investimento para preservar liderança. O capex do trimestre somou US$ 31,9 bilhões, e a companhia projeta investimentos recordes ao longo de 2026, refletindo a disputa por capacidade computacional e infraestrutura para sustentar o avanço da IA generativa.

Mesmo com gastos crescentes, a companhia retornou US$ 10,2 bilhões a acionistas via dividendos e recompra de ações no trimestre, sinalizando força de caixa e disciplina de capital. Para o mercado, os números reforçam uma tese central: a Microsoft não apenas cresce, mas monetiza em larga escala a transição global para IA e nuvem, ampliando receita, lucro e capacidade de investimento simultaneamente.

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