mercado farmacêutico
Mounjaro fica mais barato e pressiona concorrentes no Brasil
Por Redação - Em 14/06/2026 às 12:14 AM

Pelos novos valores, o combo que reúne caixas das dosagens de 2,5 mg e 5 mg passou de cerca de R$ 3,4 mil para R$ 2.250
A disputa pelo mercado brasileiro de medicamentos para tratamento da obesidade e do diabetes entrou em uma nova fase. A farmacêutica americana Eli Lilly anunciou uma redução de até 35% nos preços de combos do Mounjaro, medicamento à base de tirzepatida, ampliando a concorrência em um setor que deve movimentar cerca de R$ 15,6 bilhões no Brasil em 2026.
A decisão ocorre poucos dias após a aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da primeira semaglutida produzida no país. O novo cenário aumenta a pressão competitiva sobre fabricantes de medicamentos voltados ao controle de peso e diabetes, segmento que vem registrando forte crescimento nos últimos anos.
Pelos novos valores, o combo que reúne caixas das dosagens de 2,5 mg e 5 mg passou de cerca de R$ 3,4 mil para R$ 2.250, uma redução superior a R$ 1,1 mil. Já o pacote com doses mais elevadas pode gerar economia de até R$ 2,6 mil para os pacientes. A estratégia faz parte de um programa de suporte da companhia voltado para ampliar o acesso ao tratamento.
O movimento acontece em um momento de forte expansão do mercado. O Mounjaro tornou-se recentemente o medicamento mais vendido do mundo em faturamento, alcançando receita global de US$ 8,7 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano, superando tratamentos tradicionais de outras áreas terapêuticas.
Além da chegada da semaglutida nacional, o setor também vê o avanço de outras alternativas. Fabricantes nacionais e multinacionais têm ampliado investimentos para disputar um público cada vez maior interessado em tratamentos para obesidade, condição que afeta milhões de brasileiros e representa um dos principais desafios de saúde pública do país.
A tendência é de aumento da concorrência nos próximos meses. Segundo informações do setor, a Anvisa analisa atualmente diversos pedidos de registro relacionados a medicamentos para controle de peso e diabetes, o que pode ampliar a oferta e pressionar ainda mais os preços.
Especialistas avaliam que a entrada de novos concorrentes e a redução dos preços podem tornar esses tratamentos mais acessíveis, embora os medicamentos ainda permaneçam entre os de maior custo no mercado farmacêutico brasileiro.
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