PESQUISA FEBRABAN

Orçamento dos bancos em tecnologia deverá atingir R$ 35,5 bilhões este ano

Por Marcelo - Em 25 de maio de 2022

O orçamento dos bancos brasileiros destinados à tecnologia, englobando despesas e investimentos, deverá atingir, em 2022, R$ 35,5 bilhões, uma expansão de 18% frente a de 2021, que somou R$ 30,1 bilhões, revela a 2ª etapa da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2022, realizada pela Deloitte. Essa estimativa foi calculada com base nos valores indicados pelos bancos participantes da amostra.

Tecnologia garante maior agilidade e comodidade para os clientes                   Foto: Divulgação

O valor do orçamento de 2021 já representou um incremento de 13% em relação aos R$ 26,6 bilhões orçados em 2020 (valores atualizados). No ano passado, apenas os investimentos em tecnologia feitos pelo setor bancário cresceram 27% em relação a 2020 e passaram de R$ 8,9 bilhões para R$ 11,3 bilhões, enquanto as despesas nessa área avançaram 6% – de R$ 17,7 bilhões para R$ 18,8 bilhões.

“Temos uma tecnologia bancária de ponta, inovadora, moderna, segura e acessível para que nossos clientes paguem suas contas, confiram suas finanças e toquem seus negócios pelos meios digitais e remotos. Tudo isso é fruto de robustos e crescentes investimentos feitos pelos bancos brasileiros ao longo das últimas três décadas. O processo de digitalização é irreversível”, avalia Isaac Sidney, presidente da Febraban.

A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária mostrou que, assim como nos anos anteriores, o orçamento para software esteve no centro das atenções das instituições financeiras em 2021 e somou R$ 17,4 bilhões, ou 58% do total. O avanço no valor foi de 29% ante 2020. Essa ampliação é impulsionada por frentes como Customer Relationship Management (CRM), Open Finance, analytics e big data.

“O resultado reforça o compromisso da indústria bancária no desenvolvimento de novas funcionalidades em serviços e produtos e também está relacionado com a expansão dos canais de atendimento. Algumas frentes têm impulsionado essa ampliação, como a implementação do Open Finance, a crescente digitalização do consumidor e também a modernização do legado tecnológico dos bancos”, avalia Rodrigo Mulinari, diretor do Comitê de Inovação e Tecnologia da Febraban.

O orçamento com hardware ficou com 27% do total; o de Telecom, com 8%. Nesta edição da pesquisa passou a ser incorporada uma nova categoria chamada Serviços de Tecnologia da Informação, que visa destacar os recursos destinados aos prestadores de serviços que contribuem com a aceleração de desenvolvimento e implantações de soluções e monitoramento de resultados. Essa categoria manteve em 2021 a mesma participação no orçamento total de tecnologia dos bancos, em relação a 2020, de 7%.

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