Relações exteriores

Possíveis sanções dos EUA ao Pix teriam impacto maior sobre bancos, afirma Durigan

Por Redação - Em 09/06/2026 às 2:40 PM

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Segundo o ministro, o governo brasileiro acompanha o tema e analisa cenários adotados em outros países para avaliar possíveis desdobramentos

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta terça-feira (9), que eventuais sanções dos Estados Unidos relacionadas ao Pix tendem a atingir principalmente instituições financeiras, e não o sistema de pagamentos instantâneos em si. A declaração foi feita em entrevista ao UOL, em meio às discussões sobre investigações conduzidas pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

Segundo o ministro, o governo brasileiro acompanha o tema e analisa cenários adotados em outros países para avaliar possíveis desdobramentos. Embora não descarte riscos, Durigan destacou que eventuais medidas restritivas teriam maior potencial de afetar bancos e demais participantes do sistema financeiro do que o funcionamento da plataforma criada pelo Banco Central.

O ministro informou ainda que o Brasil tem buscado fornecer informações às autoridades norte-americanas sobre os temas que estão sob análise, incluindo questões ambientais e aspectos relacionados ao sistema de pagamentos digitais. O objetivo é ampliar o diálogo e evitar medidas que possam afetar as relações econômicas entre os dois países.

Durigan alertou que um dos riscos avaliados pelo governo é a criação de restrições que atinjam determinadas instituições financeiras, o que poderia gerar desequilíbrios ou lacunas dentro do sistema. Ele também mencionou a possibilidade de interesses econômicos estarem por trás das críticas ao Pix, destacando que o modelo gratuito e amplamente utilizado no Brasil pode contrariar interesses de empresas globais de tecnologia e pagamentos.

O ministro reforçou que o governo brasileiro continua defendendo a abertura de negociações setoriais com os Estados Unidos e busca demonstrar que não há justificativa para medidas amplas que afetem o país como um todo. Segundo ele, a estratégia é preservar o diálogo comercial e evitar impactos negativos para empresas e consumidores brasileiros.

A preocupação do governo ocorre em meio à possibilidade de novas barreiras comerciais ou tarifas sobre produtos brasileiros, caso as investigações conduzidas pelos Estados Unidos avancem para medidas mais severas. Nesse contexto, o Brasil tem intensificado as articulações diplomáticas e econômicas para reduzir riscos e preservar a competitividade de seus setores produtivos.

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