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Reservas de petróleo do Brasil podem chegar a 23,5 bilhões de barris na próxima década

Por Redação - Em 14/05/2026 às 3:06 PM

Petrobras, Plataforma De Petróleo

Caso esse volume adicional seja convertido em reservas provadas, o horizonte de produção nacional pode ser estendido de aproximadamente 2035 para 2042, reforçando a segurança energética do país

O Brasil pode ampliar suas reservas provadas de petróleo de 17 bilhões para 23,5 bilhões de barris ao longo da próxima década, um avanço potencial de 38,2% que depende de expansão exploratória em novas fronteiras e investimentos anuais mínimos de US$ 30,6 bilhões, segundo projeções da Abespetro apresentadas no Caderno Abespetro 2026.

A estimativa considera o avanço da produção em áreas estratégicas como a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas, além de maior recuperação em campos já maduros. Caso esse volume adicional seja convertido em reservas provadas, o horizonte de produção nacional pode ser estendido de aproximadamente 2035 para 2042, reforçando a segurança energética do país em um mercado global ainda altamente dependente da commodity.

O desafio, porém, está na baixa atividade exploratória recente. Entre 2018 e 2024, o Brasil não perfurou nenhum poço em áreas de nova fronteira, enquanto Noruega realizou 32 perfurações, Guiana e Suriname somaram 62, e regiões da África chegaram a 28. Para o setor, esse atraso amplia o risco de perda de competitividade e pode recolocar o país na condição de importador de petróleo em um intervalo de 10 a 15 anos caso novos projetos não avancem.

A Abespetro também aponta necessidade de maior participação privada, sobretudo em campos maduros, e de ajustes regulatórios para acelerar licenças, reduzir insegurança jurídica e estimular novos ciclos de leilões. Atualmente, o setor responde por 11% do PIB brasileiro e emprega cerca de 700 mil pessoas direta e indiretamente, retomando o patamar histórico de 2010.

Em meio a um cenário internacional de demanda ainda robusta, apesar de revisões da Opep para 2026, a ampliação das reservas brasileiras pode fortalecer o peso geopolítico e fiscal do país no mercado global de energia, desde que o ritmo de exploração acompanhe o potencial estimado.

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