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Tesouro Reserva estreia com aporte a partir de R$ 1 e liquidez 24 horas para disputar espaço com a poupança

Por Redação - Em 11/05/2026 às 1:26 PM

Tesouro Direto Agência Brasil

A iniciativa também moderniza o Tesouro Direto ao ampliar o horário operacional, antes restrito majoritariamente ao expediente comercial FOTO: Agência Brasil

O governo federal lançou nesta segunda-feira (11) o Tesouro Reserva, novo título público voltado à formação de reserva financeira de curto prazo, com investimento mínimo de R$ 1, funcionamento ininterrupto — 24 horas por dia, sete dias por semana — e possibilidade de aplicações e resgates via Pix, inclusive em fins de semana e feriados. A proposta é ampliar o acesso de pequenos investidores a uma alternativa de renda fixa mais rentável que a caderneta de poupança.

Atrelado à taxa Selic, o Tesouro Reserva acompanha os juros básicos da economia sem sofrer marcação a mercado, o que elimina oscilações de preço típicas de outros papéis negociados antes do vencimento. Na prática, o investidor recebe o valor aplicado acrescido da rentabilidade acumulada, com previsibilidade maior para quem busca segurança e liquidez imediata.

O novo papel chega para competir diretamente com a poupança, que hoje rende menos em cenários de juros elevados, além de disputar recursos com CDBs de liquidez diária, fundos DI e as chamadas “caixinhas” de bancos digitais. Segundo estimativas de mercado citadas pelo InfoMoney, mesmo com cobrança de Imposto de Renda, o rendimento potencial pode superar com folga o da poupança tradicional.

A iniciativa também moderniza o Tesouro Direto ao ampliar o horário operacional, antes restrito majoritariamente ao expediente comercial, e busca atrair novos investidores com uma estrutura semelhante à de uma conta remunerada, mas lastreada em títulos públicos federais.

Apesar do ganho potencial superior, especialistas destacam que o Tesouro Reserva segue a tributação regressiva da renda fixa e pode ser mais indicado para reserva de emergência e objetivos de curto prazo do que para quem prioriza isenção tributária, característica ainda presente na poupança.

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