alta de 12,4%

Viagens corporativas somam R$ 3,57 bilhões no 1º trimestre de 2026

Por Redação - Em 28/04/2026 às 12:01 AM

Viagens, Turistas, Viagens Corporativas Foto Freepik

O principal motor do crescimento do setor foi o transporte aéreo, responsável por R$ 2,16 bilhões do faturamento trimestral FOTO: Freepik

Mesmo diante de um cenário internacional pressionado por conflitos geopolíticos e alta de custos logísticos, as viagens corporativas no Brasil movimentaram R$ 3,57 bilhões entre janeiro e março, um avanço de 12,4% em relação a igual período de 2025. Os dados são da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp).

O principal motor desse crescimento foi o transporte aéreo, responsável por R$ 2,16 bilhões do faturamento trimestral, com expansão de 16,36% na comparação anual. De acordo com a Abracorp, o aumento no preço das passagens, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio, elevou custos, mas não reduziu a demanda executiva. O movimento alterou rotas e favoreceu especialmente companhias europeias e americanas, enquanto empresas mantiveram deslocamentos estratégicos e agendas presenciais.

A hotelaria corporativa também preservou trajetória positiva, somando R$ 1,04 bilhão no trimestre, alta de 7,58%. Já a categoria de demais serviços avançou 9,37%, refletindo a ampliação de demandas complementares ligadas à mobilidade executiva, gestão de deslocamentos e experiências de negócios mais sofisticadas.

Em março, período mais crítico da escalada internacional, o setor mostrou ainda mais força. O volume total alcançou R$ 1,47 bilhão, crescimento de 31,06% sobre março de 2025. O segmento aéreo sozinho respondeu por R$ 899,7 milhões, com salto de 39,5%, enquanto a hotelaria registrou R$ 401,7 milhões, alta de 19,01%. Locação de veículos também cresceu 22,5%, e o transporte rodoviário avançou 38,23%.

Na contramão, setores de menor peso no consolidado, como cruzeiros (-48,08%) e ferroviário (-68,52% em março), apresentaram retração, mas sem comprometer a expansão geral do mercado.

Os números reforçam que, para empresas, investidores e executivos, a mobilidade corporativa segue tratada como ferramenta estratégica de relacionamento, expansão e geração de negócios. Mesmo sob volatilidade internacional, o desempenho do trimestre sinaliza que o turismo de negócios no Brasil continua resiliente, premiumizado e cada vez mais associado à manutenção de presença física em mercados-chave.

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