Saúde

Governo brasileiro leva à OMS proposta de regulação internacional para bets

Por REDAÇÃO - Em 22/05/2026 às 12:21 PM

Ministro da Saúde Alexandre Padilha

Alexandre Padilha defendeu na OMS medidas internacionais para ampliar o controle sobre plataformas de bets — Foto: Rafael Nascimento/MS

O Governo do Brasil apresentou na Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, uma proposta de articulação internacional para ampliar a regulação do mercado de bets e jogos eletrônicos. A iniciativa foi defendida pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, diante do avanço dos impactos das apostas online sobre a saúde mental da população.

Segundo Padilha, o crescimento das plataformas de apostas sem regulamentação mais rígida tem provocado aumento do endividamento e agravamento de transtornos psicológicos. “O tema passou a ocupar uma posição prioritária na agenda do governo do Brasil diante do reconhecimento dos riscos e do sofrimento associado às apostas”, afirmou o ministro durante a Assembleia Mundial da Saúde.

Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 512 mil brasileiros já solicitaram bloqueio voluntário em plataformas de bets por meio da Plataforma de Autoexclusão Centralizada, criada pelos ministérios da Saúde e da Fazenda. Mais da metade dos usuários relatou sofrimento mental associado ao vício em apostas.

Além da plataforma, o governo ampliou os serviços de atendimento no SUS para pessoas afetadas pelas bets. Entre as medidas estão o teleatendimento especializado em saúde mental, expansão dos atendimentos nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e a criação de um guia nacional voltado ao cuidado de pessoas com problemas relacionados aos jogos.

Durante a agenda internacional, Alexandre Padilha também afirmou que experiências brasileiras na regulamentação do tabaco podem servir como referência para futuras políticas globais voltadas ao controle das apostas eletrônicas e à proteção de crianças e adolescentes.

Na mesma missão em Genebra, Brasil e República Dominicana assinaram um memorando de entendimento para cooperação em saúde pública, com foco em vacinação, saúde digital e redução da mortalidade materna e neonatal.

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