feito pelo celular

Jane Batista vence Prêmio PIPA e ganha projeção no circuito da arte brasileira

Por Jussara Beserra - Em 11/08/2026 às 7:02 AM

Jane Batista

Jane Batista, vencedora do Prêmio PIPA 2026 – Fotos: Reprodução/Insta Jane Batista

Radicada em Fortaleza e com uma produção profundamente ligada ao Titanzinho, Jane Batista está entre os quatro vencedores do Prêmio PIPA 2026, um dos principais reconhecimentos da arte contemporânea brasileira. Nascida em Piripiri, no Piauí, a fotógrafa performática e artista visual construiu de forma autodidata uma pesquisa marcada pelo autorretrato, pela ancestralidade, identidade e pertencimento, utilizando exclusivamente o telefone celular para produzir e editar suas imagens.

Desde 2020, Jane transforma o que está ao alcance em matéria artística. O próprio corpo, objetos domésticos, alimentos e elementos do cotidiano aparecem em composições que transitam por memória, realidade e imaginação. A paisagem e os personagens do litoral urbano fortalezense também atravessam seu repertório, estabelecendo uma relação direta entre sua produção e o território onde vive.

A chegada ao Prêmio PIPA coloca essa pesquisa em uma posição de maior visibilidade no circuito nacional. A conquista também dialoga com um cenário da arte brasileira que passa a incorporar produções desenvolvidas fora dos grandes centros tradicionais, com repertórios construídos a partir de outras geografias, vivências e perspectivas.

Projeção além de Fortaleza

Pó Mágico

“Pó Mágico”, obra que integra a pesquisa de Jane Batista com o autorretrato

A premiação chega após uma sequência de circulação da obra de Jane dentro e fora do Brasil. Em 2026, apresentou “Quem te Devora?”, na Embaixada do Brasil em Buenos Aires. No ano anterior, levou “Um Oceano Dentro de Mim” à Fundação Edson Queiroz, em Fortaleza. Sua publicação “Dizer o Silêncio” foi selecionada para o Festival ZUM 2024 e integra a Biblioteca do Instituto Moreira Salles, em São Paulo. A artista também já participou de exposições em Recife, São Paulo, Alemanha e Argentina.

Representada pela Cave Galeria, no Ceará, e pela Claraboia, em São Paulo, Jane divide o prêmio deste ano com o duo Amador e Jr. Segurança Patrimonial Ltda., do Rio de Janeiro; Belo e Bizarro, do Distrito Federal; e o Coletivo Themônias da Amazônia, do Pará.

Os quatro vencedores terão seus trabalhos reunidos no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, em exposição prevista para setembro a novembro. A mostra leva a um dos endereços centrais das artes visuais brasileiras uma pesquisa iniciada há poucos anos a partir de elementos que estavam ao alcance de Jane: um telefone celular, o próprio corpo e o cotidiano ao redor.

Confira mais das obras de Jane Batista!

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