Do campo à tela

No Rio, documentário sobre Zico converte cinema em território de torcida

Por Jussara Beserra - Em 15/04/2026 às 4:23 PM

Zico

Zico revive sua trajetória na tela e transforma memória em presença coletiva – Fotos: Daniel Pinheiro/Brazil News

O que se viu na Barra da Tijuca, na noite de terça-feira (14), foi menos uma sessão de cinema e mais um ritual coletivo. A pré-estreia de “Zico: O Samurai de Quintino” ocupou 12 salas do Downtown e operou uma inversão interessante: a sala escura assumiu o papel de arquibancada, enquanto a narrativa transformou memória em presença.

Dirigido por João Wainer, o longa percorre a trajetória de Arthur Antunes Coimbra com precisão de leitura histórica. Do subúrbio carioca às conquistas com o Flamengo, o filme avança para um capítulo menos explorado e decisivo: a passagem pelo Japão, onde o ex-jogador atua como agente de estruturação do futebol local.

A construção sonora sustenta boa parte da experiência. A mixagem aciona repertórios afetivos do torcedor e reposiciona o espectador dentro do jogo. O resultado é um filme que não apenas relembra feitos, mas reencena sensações.

Com seis anos de produção, o documentário articula arquivos inéditos, registros domésticos e depoimentos de nomes como Ronaldo Nazário, Júnior e Carlos Alberto Parreira. A narrativa amplia o personagem para além do ídolo esportivo e o posiciona como símbolo de uma cultura compartilhada.

A noite também reuniu nomes como Dandara Albuquerque, Evandro Mesquita, Aline Campos, Eike Duarte, Kadu Moliterno e Cristianne Rodriguez, ampliando o alcance do evento para além do esporte e conectando diferentes frentes da indústria cultural.

A estreia nacional está marcada para 30 de abril, com potencial de atravessar gerações ao traduzir, em linguagem contemporânea, um dos capítulos mais consistentes do futebol brasileiro.

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