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Vendas de veículos crescem 37,9% e têm melhor março em 13 anos no Brasil

Por Redação - Em 08/04/2026 às 9:38 AM

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No acumulado do ano, o mercado automotivo mantém trajetória de alta, com 625,1 mil veículos comercializados no primeiro trimestre, avanço de 13,3% em relação a igual período

O mercado automotivo brasileiro registrou forte aceleração em março de 2026 e alcançou o melhor desempenho para o mês em mais de uma década. Foram 269,5 mil veículos novos emplacados, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

O volume representa um avanço de 37,9% em relação a março de 2025 e uma alta ainda mais expressiva frente a fevereiro, de 45,6%, indicando uma retomada consistente da demanda.

Com o resultado, o setor atinge o melhor patamar para o mês desde 2013, quando foram vendidas 283,9 mil unidades, consolidando março de 2026 como um dos períodos mais fortes dos últimos anos.

No acumulado do ano, o desempenho também é positivo. O primeiro trimestre fechou com 625,1 mil veículos comercializados, o que representa crescimento de 13,3% em comparação com o mesmo período de 2025.

A Fenabrave destaca que, embora parte da alta esteja associada ao calendário, já que os meses comparados tiveram influência do Carnaval e menos dias úteis, houve também ganho efetivo de ritmo nas vendas, indicando fortalecimento do mercado.

O avanço foi disseminado entre diferentes segmentos, refletindo melhora nas condições de consumo e maior procura por mobilidade, tanto individual quanto comercial. O resultado reforça a tendência de recuperação do setor automotivo, que inicia 2026 com indicadores mais robustos e perspectiva de continuidade do crescimento ao longo do ano.

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Ícones históricos

Roma volta a receber concurso de automobilismo clássico com raridades italianas do século XX

Por Jussara Beserra - Em 08/04/2026 às 9:03 AM

Roma volta ao mapa do colecionismo com 70 ícones italianos - Fotos: Divulgação

Roma volta ao mapa do colecionismo com 70 ícones italianos – Fotos: Divulgação

Após mais de seis décadas fora do radar dos grandes concursos automotivos, Roma retoma protagonismo no circuito internacional do colecionismo. Entre 16 e 19 de abril de 2026, a capital italiana recebe o ‘Anantara Concorso Roma’, iniciativa que recoloca a cidade no centro de uma cultura que combina design, engenharia e estilo de vida.

Com 70 automóveis exclusivamente italianos, o evento adota o conceito “La Dolce Vita delle Automobili” e constrói uma leitura do carro como expressão estética e histórica. A programação aberta ao público acontece nos dias 18 e 19 de abril, quando os veículos serão avaliados e os vencedores anunciados.

A curadoria reúne modelos de diferentes épocas, de pré-guerra a superesportivos contemporâneos, com exemplares assinados por casas como Ferrari, Lamborghini, Alfa Romeo, Maserati, Lancia e Fiat. Mais do que desempenho, os critérios de julgamento privilegiam design, originalidade, relevância histórica e qualidade de restauração, reforçando o caráter cultural da disputa.

Divididos em 16 categorias, os automóveis serão analisados por um júri liderado pelo historiador Adolfo Orsi, referência no universo do colecionismo. O retorno do formato à cidade italiana sinaliza uma nova leitura do automobilismo clássico, agora integrado ao turismo de alto padrão e ao calendário internacional de experiências.

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Alívio no mercado

Cessar-fogo derruba preços do petróleo em até 19% e reduz tensão energética na Europa

Por Redação - Em 08/04/2026 às 8:56 AM

Estreito De Ormuz

A trégua impacta diretamente o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial

A sinalização de um cessar-fogo no conflito envolvendo Irã e Estados Unidos provocou uma forte reação nos mercados globais de energia, com queda expressiva nos preços do petróleo e do gás natural na Europa. O movimento reflete a redução imediata do risco de interrupções no fornecimento em uma das regiões mais estratégicas para o abastecimento mundial.

Após o anúncio do acordo temporário, os preços do petróleo registraram uma das maiores quedas recentes. O barril do tipo WTI recuou cerca de 19,4%, enquanto o Brent — referência internacional — caiu aproximadamente 16%, sendo negociado próximo de US$ 93.

No mercado de gás natural, a reação também foi significativa. O contrato europeu TTF, principal referência do continente, registrou queda próxima de 17%, chegando a cerca de €44 por megawatt-hora, refletindo o alívio nas expectativas de oferta.

A trégua impacta diretamente o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, cuja interrupção vinha pressionando os preços e elevando a volatilidade nos mercados energéticos.

Antes do acordo, o cenário era de forte escalada. O petróleo chegou a superar a marca de US$ 110 por barril, impulsionado por temores de escassez e ataques à infraestrutura energética, enquanto o gás natural acumulava altas superiores a 60% na Europa desde o início do conflito.

Com a perspectiva de normalização gradual do fluxo energético, investidores reagiram rapidamente, reduzindo prêmios de risco e reposicionando ativos. O alívio também se refletiu nas bolsas internacionais, que operaram em alta, sinalizando melhora nas expectativas econômicas globais.

Apesar da queda acentuada, analistas alertam que a volatilidade deve permanecer elevada. A reabertura total das rotas marítimas e a recomposição dos estoques ainda são incertas, o que pode limitar uma redução mais consistente nos preços no médio prazo.

O episódio reforça como fatores geopolíticos continuam determinantes para o comportamento das commodities energéticas, com impactos diretos sobre inflação, crescimento econômico e custos industriais, especialmente na Europa, altamente dependente de importações de energia.

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