Urbanização inteligente

Debate sobre data centers e cidades conectadas coloca Fortaleza no centro da infraestrutura digital

Por Julia Fernandes Fraga - Em 17/04/2026 às 4:42 PM

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Machidovel Trigueiro é um dos anfitriões do seminário na Faculdade de Direito da UFC. Foto: Divulgação

Fortaleza sediará em 28 de abril um debate estratégico sobre os caminhos da infraestrutura digital, da inovação urbana e da segurança jurídica necessária à expansão desse ecossistema.

Promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil Seção Ceará (OAB-CE), em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), o seminário “Marcos Legais da Inovação Urbana: Do Centro de Dados à Cidade Conectada” reunirá, na Faculdade de Direito da UFC, especialistas e gestores ligados a alguns dos principais projetos de tecnologia em curso no Estado.

Mediador do seminário, o professor Machidovel Trigueiro, vice-diretor da Faculdade de Direito e presidente da Comissão de Data Centers e Cidades Inteligentes da OAB-CE, aponta que o avanço das infraestruturas digitais exige também atualização do debate jurídico.

“Estamos vivenciando um novo mundo tecnológico onde a infraestrutura física dos data centers se funde à rotina urbana. Discutir os marcos legais desse processo é fundamental para garantir que o Ceará continue na vanguarda da inovação e da segurança jurídica”, afirma.

Programação

O encontro coloca em pauta o avanço dos data centers, a conectividade das cidades e o ambiente regulatório necessário para sustentar novos investimentos na economia digital.

Entre os participantes confirmados está Wellysson Costa, diretor de implantação da Omnia Data Center Pecém, que abordará a dimensão técnica e operacional do empreendimento instalado no Ceará;

Também integra a programação Rafael Lozano, CEO da TelCables no Brasil (Angola Cables), com foco no papel estratégico do Estado na rede global de conectividade e na operação de cabos submarinos;

A agenda inclui ainda Fábio Feijó, secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará e ex-presidente da Zona de Proteção Econômica (ZPE) Ceará, que deve tratar da relação entre ambiente institucional, competitividade e atração de investimentos;

Vicente Aquino, ex-conselheiro da Anatel, participa da discussão sobre conectividade urbana e políticas públicas voltadas às cidades inteligentes.

Serviço

Seminário “Marcos Legais da Inovação Urbana: Do Centro de Dados à Cidade Conectada” OAB-CE / UFC

Data: 28 de abril

Horário: 18h às 21h

Local: Auditório da Faculdade de Direito da UFC (FADIR)

Inscrições: cursos.esace.org.br

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MEMORABILIA

Colete salva-vidas de sobrevivente do Titanic vai a leilão e pode alcançar R$ 2 milhões

Por Redação - Em 17/04/2026 às 4:20 PM

Colete Salva Vidas De Sobrevivente Do Titanic Vai A Leilão E Pode Alcançar R$ 2 Milhões

O objeto pertenceu a uma sobrevivente da primeira classe e foi preservado ao longo de décadas, mantendo características originais da época

Um colete salva-vidas utilizado por uma passageira que sobreviveu ao naufrágio do Titanic será leiloado no Reino Unido com valor estimado de até R$ 2 milhões. A peça, considerada extremamente rara, integra um conjunto de itens históricos ligados ao desastre marítimo ocorrido em 1912.

O objeto pertenceu a uma sobrevivente da primeira classe e foi preservado ao longo de décadas, mantendo características originais da época. Produzido com materiais como lona e cortiça, o colete também reúne assinaturas de outros ocupantes do mesmo bote de resgate, o que amplia seu valor histórico.

Especialistas destacam que itens autênticos relacionados ao Titanic são escassos no mercado, especialmente aqueles com comprovação de uso direto por sobreviventes. Esse fator tem impulsionado o interesse de colecionadores e investidores em memorabilia histórica.

O leilão deve atrair compradores de diferentes países, reforçando a relevância global do Titanic como um dos eventos mais marcantes da história marítima. A expectativa é de disputa elevada, impulsionada tanto pela raridade da peça quanto pelo simbolismo associado ao episódio.

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Projeto Curatorial

Museu da Fotografia apresenta nova temporada do “Imagens Sonoras” com encontros mensais dedicados à música, fotografia e história do Brasil

Por Jussara Beserra - Em 17/04/2026 às 4:11 PM

Capas de discos como arquivos visuais em debate no Museu da Fotografia - Créditos: Arquivo MFF

Capas de discos como arquivos visuais em debate no Museu da Fotografia – Créditos: Arquivo MFF

O Museu da Fotografia de Fortaleza inicia, neste sábado (18), uma nova temporada do projeto Imagens Sonoras, plataforma que desloca a escuta para o campo da imagem como leitura cultural. A proposta parte de capas de discos para acessar camadas de tempo, comportamento e identidade brasileira.

Na abertura, Régis Amora conduz a análise de Acabou Chorare, dos Novos Baianos, com participação de Daniel Peixoto. A fotografia da capa orienta a conversa, tratada como registro visual capaz de condensar contexto histórico e tensionar narrativas sobre o país.

Idealizado por Amora, o projeto opera sob uma premissa direta: imagens também produzem sentido na música. A cada edição, o encontro ativa um exercício de leitura que transforma o museu em espaço de interpretação e repertório, conectando linguagens sem hierarquia.

Com agenda mensal até setembro, o Imagens Sonoras se firma como um dos movimentos mais consistentes na articulação entre arte, memória e pensamento, propondo ao público uma mudança de chave, sair da audição automática para uma observação ativa.

Serviço
Projeto Imagens Sonoras – nova temporada
Data: 18 de abril (sábado)
Horário: 15h
Local: Museu da Fotografia (MFF)
Periodicidade: encontros mensais até setembro

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