Engrenagem pública

Nova configuração das comissões reposiciona eixo de decisões na Assembleia do Ceará

Por Julia Fernandes Fraga - Em 09/04/2026 às 12:52 AM

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Retorno de deputados licenciados é a ação mais correta de um aniversário . Foto: Junior Pio/Alece

A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) redefiniu, na quarta-feira (8), a composição das comissões técnicas permanentes para a 4ª sessão legislativa da 31ª Legislatura, em movimento que consolida a reorganização interna após o encerramento da janela partidária — período marcado por trocas de sigla e guinadas estratégicas de parlamentares.

Além da atualização regimental, a nova configuração redesenha o equilíbrio de forças dentro da Casa, especialmente em colegiados-chave para a tramitação de projetos e o controle institucional.

Alece entra em pré-disputa de 2026 com oposição em reorganização interna

Comissões estratégicas

Entre os principais eixos de poder, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) passa a ser presidida por Salmito (PSB), com Missias Dias (PT) na vice. Já a Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação fica sob comando de Sérgio Aguiar (PSB), também tendo Missias Dias (PT) como vice-presidente.

Na Comissão de Fiscalização e Controle, responsável pelo acompanhamento das ações do Executivo, Agenor Neto (MDB) assume a presidência, com Leonardo Pinheiro (PSB) na vice.

A distribuição dessas funções reflete o novo arranjo partidário consolidado após a janela, com impacto direto na condução das pautas prioritárias do Legislativo.

Retomada das atividades

Com a definição das presidências e vice-presidências, as 21 comissões técnicas da Alece estão aptas a retomar suas atividades, incluindo reuniões ordinárias e extraordinárias no Complexo de Comissões.

Na prática, o movimento destrava a agenda legislativa e reativa o fluxo de análise de projetos, pareceres e fiscalizações, em um momento em que o calendário político começa a se alinhar às articulações pré-eleitorais.

Outros colegiados também tiveram suas composições atualizadas, como as comissões de Defesa do Consumidor, Trabalho, Administração e Serviço Público, Agropecuária, Ciência e Tecnologia, Viação e Transportes, Turismo e Serviços e Indústria e Comércio, entre outras. 

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Memória institucional

MPCE posiciona sua atuação na narrativa dos 300 anos de Fortaleza

Por Julia Fernandes Fraga - Em 09/04/2026 às 12:32 AM

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Exposição “Fortaleza: a atuação do MP nos 300 anos da capital do Ceará” estreou na quarta-feira, 8. Foto: Secom MPCE

O tricentenário de Fortaleza tem provocado um movimento que vai além da celebração simbólica e alcança diferentes esferas institucionais. Em meio à programação que se estende ao longo do ano, órgãos públicos, entidades e lideranças têm acionado memória, projetos e iniciativas para reposicionar a cidade a partir de sua trajetória histórica e de seus desafios contemporâneos.

Nesse contexto, o Ministério Público do Ceará (MPCE) abriu, na quarta-feira (8), no Espaço Cultural da Procuradoria Geral de Justiça, a exposição “Fortaleza: a atuação do MP nos 300 anos da capital do Ceará”. A mostra integra o esforço de leitura institucional da cidade, conectando passado e presente a partir do papel do sistema de Justiça na garantia de direitos. 

Evolução urbana e jurídica

A iniciativa articula a formação urbana de Fortaleza com a evolução das estruturas institucionais, destacando a atuação de promotores de Justiça desde o período colonial até os dias atuais. O percurso propõe uma visão contínua da cidade, em que o crescimento urbano, as transformações sociais e a consolidação de direitos caminham de forma interligada.

Com acervos do Instituto do Ceará, do Museu do Ceará e do Tribunal de Justiça do Estado (TJCE), além de peças do próprio MPCE, a exposição reúne registros históricos, processos e materiais que ajudam a compreender como diferentes instituições acompanharam — e, em muitos momentos, influenciaram — a construção de Fortaleza ao longo de três séculos.

Entre os destaques estão materiais arqueológicos encontrados durante a restauração do Farol do Mucuripe, documentos ligados à atuação do primeiro promotor de Justiça da Capital e a maquete da planta de Fortaleza, que permite visualizar a configuração urbana da cidade em seus estágios iniciais.

Memória e construção

Mais do que uma agenda cultural, a movimentação em torno dos 300 anos revela uma cidade que revisita sua história para projetar o futuro, com diferentes atores institucionais assumindo protagonismo na construção dessa narrativa. Nesse cenário, iniciativas como a do MPCE reforçam o papel das instituições na sustentação e na evolução do espaço urbano.

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Deusa de Aço

Theatro Municipal de São Paulo exibe obra internacional inspirada na presença de Maria Callas

Por Jussara Beserra - Em 09/04/2026 às 12:23 AM

Maria Callas

Maria Callas

O Theatro Municipal de São Paulo passa a abrigar uma leitura contemporânea da história da ópera no continente. Em exibição até o dia 20 de junho, a escultura Deusa de Aço, do artista grego Nikos Floros, revisita a passagem de Maria Callas pela América Latina nos anos 1950 e reposiciona o espaço como território ativo de diálogo entre música, arte e diplomacia cultural.

Com 2,5 metros de altura e cerca de 400 quilos, a obra transforma aço industrial em silhueta operística. A construção escultórica traduz a presença cênica da soprano em linguagem visual, conectando tradição lírica a uma estética contemporânea que desloca a ópera para além do palco.

A peça integra um circuito internacional que percorreu cidades como Veneza, Roma, Paris e Dubai, além da sede da UNESCO, e chega à capital paulista como parte de um percurso que acompanha geografias ligadas à trajetória de Callas. O movimento reafirma São Paulo como polo capaz de receber projetos de grande escala com narrativa cultural global.

A instalação também sinaliza uma mudança na ocupação dos equipamentos históricos da cidade. Ao receber uma obra monumental dedicada à soprano, o Municipal amplia sua atuação como plataforma de arte contemporânea, aproximando públicos distintos e atualizando a leitura sobre patrimônio e permanência.

Após a temporada paulistana, a escultura segue para o Rio de Janeiro e, na sequência, para a Argentina, acompanhando cidades que integram o roteiro latino-americano associado à artista.

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