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João Gomes e Liniker lideram estreia do Boa Nova Festival em Londres

Por Jussara Beserra - Em 08/04/2026 às 1:09 PM

João Gomes e Liniker lideram estreia do Boa Nova Festival em Londres - Fotos: Will Dias e Lucas Ramos/Brazil News

João Gomes e Liniker lideram estreia do Boa Nova Festival em Londres – Fotos: Will Dias e Lucas Ramos/Brazil News

A música brasileira ganha um novo palco internacional em maio. O Boa Nova Festival realiza sua primeira edição no dia 22, no Leyton Jubilee Park, em Londres, reunindo artistas que refletem a produção contemporânea do País e ampliando a presença nacional no circuito cultural europeu.

O lineup inicial traz João Gomes e Liniker como destaques, além de Mari Froes, compondo uma curadoria que atravessa diferentes sonoridades e gerações. A proposta é apresentar a pluralidade da música brasileira atual em formato ao ar livre, com programação distribuída ao longo do dia.

Com estrutura pensada para o público internacional, o evento surge como uma plataforma de projeção cultural, conectando artistas brasileiros a novas audiências e fortalecendo a presença da cena nacional fora do Brasil. A organização ainda deve anunciar novos nomes nas próximas semanas, ampliando a estreia do festival.

A chegada do Boa Nova ao calendário londrino sinaliza um movimento crescente de ocupação cultural brasileira em grandes capitais globais, com curadoria contemporânea e foco na circulação internacional.

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Mercado de capitais

SBF, controladora da Centauro, revisa estratégia financeira e cancela emissão de R$ 600 milhões em debêntures

Por Redação - Em 08/04/2026 às 1:07 PM

Centauro

Além disso, a SBF tem adotado movimentos de reorganização de portfólio e foco nas operações principais, como a própria Centauro e a Fisia

A SBF, controladora da rede Centauro, decidiu cancelar a emissão de debêntures que poderia levantar até R$ 600 milhões, em um movimento que sinaliza ajuste na estratégia de financiamento da companhia em 2026.

A operação, que estava estruturada para captar recursos no mercado de dívida, foi interrompida antes da conclusão, conforme comunicado ao mercado. A decisão ocorre em um contexto de reavaliação das condições financeiras e de capital, em meio a um ambiente ainda seletivo para emissões corporativas no país.

A desistência da captação indica que a companhia optou por preservar flexibilidade financeira, evitando assumir novas obrigações em um cenário de custo de crédito elevado. Em geral, emissões de debêntures são utilizadas por empresas para alongar prazos de dívida ou financiar expansão, o que reforça o caráter estratégico da revisão.

Nos últimos trimestres, o grupo vem priorizando o equilíbrio entre crescimento e controle de alavancagem. Dados recentes mostram que a empresa encerrou 2025 com nível de endividamento considerado moderado, próximo de 1 vez o EBITDA, o que reduz a pressão imediata por novas captações .

Além disso, a SBF tem adotado movimentos de reorganização de portfólio e foco nas operações principais, como a própria Centauro e a Fisia, distribuidora da marca Nike no Brasil, buscando maior eficiência operacional e retorno sobre investimentos .

Para analistas, a decisão de cancelar a emissão pode refletir tanto condições menos favoráveis de mercado quanto uma posição de caixa mais confortável no curto prazo. Em um cenário de juros ainda elevados, companhias têm sido mais seletivas na utilização de instrumentos de dívida, priorizando alternativas com menor custo financeiro.

O movimento reforça uma tendência recente entre empresas brasileiras de reavaliar captações planejadas, ajustando estruturas de financiamento diante da volatilidade macroeconômica e das condições de crédito.

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Transição sob disputa

STF arbitra sucessão no Rio e define regra do poder estadual até o final de 2026

Por Julia Fernandes Fraga - Em 08/04/2026 às 12:08 PM

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A ação em análise decorre da renúncia de Cláudio Castro, oficializada em cerimonia no Palácio Guanabara, em março. Foto: GovRJ

O Supremo Tribunal Federal (STF) assume o papel de árbitro da transição de poder no Estado do Rio de Janeiro ao decidir, nesta quarta-feira (8), se o próximo governador até o fim de 2026 será escolhido por voto popular ou por eleição indireta na Assembleia Legislativa (Alerj). A decisão, mais do que definir um rito, estabelece qual leitura institucional prevalece em uma crise que combina renúncia estratégica, condenação eleitoral e ruptura da linha sucessória. 

Entre renúncia e cassação

O impasse nasce da saída de Cláudio Castro, que deixou o cargo na véspera de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 — acusações que ele nega.

No centro da análise está a natureza dessa vacância: se deve ser tratada como um ato formal de renúncia ou como consequência direta de uma decisão da Justiça Eleitoral. A resposta a essa pergunta define o modelo da eleição e, na prática, quem tem mais controle sobre a sucessão.

Supremo reabre o jogo

A decisão do ministro Cristiano Zanin, relator, de retirar o caso do plenário virtual — onde já havia maioria pela eleição indireta — e levá-lo ao plenário físico pode mudar o julgamento. Ao suspender provisoriamente a votação na Assembleia fluminense e reiniciar a análise do zero, o ministro abriu espaço para reconfiguração de votos e intensificou a disputa dentro da Corte.

O cenário até aqui revela divisão: Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Edson Fachin se inclinaram pela via indireta, enquanto Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e o próprio Zanin defenderam a eleição direta.

O tabuleiro da Alerj

A definição não é neutra. A eleição indireta mantém o processo dentro da Alerj e favorece a base política que se organizava para conduzir a sucessão internamente. Nesse desenho, o deputado Douglas Ruas (PL), eleito presidente da Casa em meio à crise, emerge como peça central — tanto pela capacidade de articulação quanto pelo potencial de liderar a transição alinhada ao grupo político de Castro.

Já a eleição direta desloca o eixo da decisão para o eleitorado e amplia o campo de disputa, reduzindo o controle imediato da base legislativa. É esse modelo que o PSD – partido de Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao governo – defende no Supremo, ao sustentar que houve desvio de finalidade na renúncia do ex-governador. 

Pressão institucional

A posição da Procuradoria Geral da República (PGR) reforça essa leitura. Em manifestação enviada ao STF, o vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa aponta que a vacância, ainda que formalizada por renúncia, decorre de um contexto eleitoral e, por isso, deve submeter-se à regra do voto popular, já que ocorre a mais de seis meses do fim do mandato.

A divergência expõe um ponto sensível: o limite entre estratégia política legítima e eventual distorção do processo eleitoral.

Vazio de poder

O ambiente se agrava com a desestruturação da linha sucessória. O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), enquanto o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi cassado e afastado.

Com isso, o comando do estado passou ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, que exerce o governo de forma interina até a definição do modelo eleitoral.

O que está em jogo

Após a decisão, caberá ao TSE ou à Alerj convocar o processo sucessório. O eleito ficará no cargo até dezembro de 2026, antes da posse do governador escolhido nas eleições regulares, em outubro. 

Além de buscar resolver um impasse local, o STF irá delimitar neste julgamento o alcance de sua própria interpretação sobre crises políticas com origem eleitoral — e sinalizar até que ponto renúncias estratégicas podem influenciar o desenho institucional da sucessão.

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