Portfólio estratégico

Unilever e McCormick avançam em acordo para criar gigante global de até US$ 65 bilhões

Por Redação - Em 31/03/2026 às 3:02 PM

Unilever Maionese Hellmanns Foto Reuters

A nova empresa teria cerca de US$ 20 bilhões em receita anual e reuniria marcas como Hellmann’s e Knorr, da Unilever FOTO: Reuters

A Unilever e a McCormick estão em fase final de negociações para combinar suas operações de alimentos em uma transação que pode resultar em um grupo avaliado entre US$ 60 bilhões e US$ 65 bilhões, reposicionando o setor global de alimentos processados.

O acordo prevê a separação da divisão de alimentos da Unilever, que posteriormente seria integrada à McCormick em uma operação estruturada para ganhos fiscais. A nova empresa teria cerca de US$ 20 bilhões em receita anual e reuniria marcas como Hellmann’s e Knorr, da Unilever, com o portfólio de temperos e condimentos da McCormick.

Pelos termos discutidos, os acionistas da Unilever ficariam com aproximadamente 65% da companhia combinada, além de receberem cerca de US$ 15,7 bilhões em caixa, o que atribui à divisão de alimentos da empresa britânica um valor próximo de US$ 45 bilhões.

A movimentação reflete uma mudança estratégica relevante. A Unilever busca acelerar o foco em segmentos de maior crescimento, como beleza, cuidados pessoais e produtos domésticos, reduzindo a exposição a categorias de alimentos com desempenho mais lento nos últimos anos.

Do lado da McCormick, a operação representa um salto de escala global. A empresa, avaliada em cerca de US$ 21 bilhões, ampliaria sua presença internacional e fortaleceria sua atuação no mercado de condimentos e alimentos prontos, com expectativa de sinergias estimadas em US$ 600 milhões anuais.

Apesar do potencial estratégico, a reação inicial do mercado foi negativa, com queda nas ações das duas companhias, refletindo dúvidas sobre a estrutura do negócio e o equilíbrio de controle entre os acionistas.

A possível fusão ocorre em um momento de transformação no setor de alimentos, pressionado por mudanças no comportamento do consumidor, avanço de marcas próprias e busca por produtos mais saudáveis, fatores que têm levado grandes conglomerados a reavaliar seus portfólios globais.

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