Projeção Nacional

Fortaleza 300 anos reverbera em Brasília e evidencia nova representação política do Ceará

Por Julia Fernandes Fraga - Em 14/04/2026 às 1:12 PM

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Mesa: ex-vereador de Fortaleza, Danilo Lopes; deputado federal Domingos Neto (PSD-CE); senador Eduardo Girão (Novo-CE); servidor secretário da sessão; vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar; médico e historiador João Flávio Nogueira. Fotos: Agência Senado

A celebração dos 300 anos de Fortaleza, enquanto mobilizava a Capital com uma agenda intensa de eventos, também reverberou fora do Ceará. Em Brasília, o Senado Federal realizou, na segunda-feira (13), uma sessão solene em homenagem à data, solicitada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE).

O momento reuniu autoridades e projetou a cidade no centro do debate institucional nacional — com destaque para a presença da vice-prefeita Gabriella Aguiar (PSD) e do deputado federal Domingos Neto (PSD-CE) como representantes.

Filhos do presidente do PSD Ceará, Domingos Filho, e da prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar (PSD), ambos integram uma nova camada de articulação política que conecta o interior e a capital ao debate nacional — agora simbolicamente ancorada na celebração do tricentenário.

Discurso institucional

A origem da capital cearense remonta à construção do Forte de Nossa Senhora da Assunção, em 1726. A estrutura militar deu início ao núcleo urbano que, ao longo dos anos, se transformou em uma das principais metrópoles do Nordeste brasileiro.

Em sua fala, Eduardo Girão ressaltou o caráter combativo do povo cearense e a relevância histórica da capital. “Essa origem, a partir de um forte militar, simboliza a natureza de um povo que aprendeu a vencer as adversidades. Hoje temos uma Fortaleza com 2,5 milhões de habitantes, a quarta maior cidade de um Brasil que reúne 5.569 municípios, sendo um polo estratégico do Nordeste com relevância econômica, turística e cultural”, reconheceu.

O senador Wellington Fagundes (PL-MT), que subscreveu o requerimento de Girão, acrescentou que a cidade constitui “um símbolo de identidade, de pertencimento, de resistência, de cultura e esperança”.

“Caminho do progresso”

Após a exibição de um vídeo institucional, a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar (PSD), indicou que a cidade “continuará trilhando o caminho do progresso e diálogo institucional, lutando por quem mais precisa”.

“Nascemos sob a égide da resistência, do forte que nos deu nome, da cidade que se recusou a ser pequena. Nossa história foi escrita com o suor dos jangadeiros, com o intelecto dos abolicionistas pioneiros e com a coragem de um povo que faz da escassez a sua maior criatividade”, declamou.

História e formação

Na sequência, a contadora de histórias Nyedja Gennari conduziu uma narrativa sobre a formação da capital. Segundo ela, Fortaleza “deixou de ser um ponto no mapa para ser presença viva na história”.

O professor universitário e ex-vereador Danilo Lopes abordou aspectos históricos da formação da cidade. Ressaltou que o Ceará, mesmo diante das adversidades climáticas, não sofre mais com o desabastecimento de água graças à “fortaleza de seu povo, efetivamente forte”.

Por videoconferência, o historiador Sandoval Matoso da Cruz  que Fortaleza “é uma cidade que carrega a marca de acolhimento, que vai além das belezas naturais das praias que se estampam para o mundo”.

Cerimônia

O requerimento aprovado foi assinado ainda pelos senadores Cleitinho (Republicanos-MG), Jorge Seif (PL-SC), Plínio Valério (PSDB-AM), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).

A abertura contou com a execução do Hino Nacional Brasileiro pela banda de música do Batalhão da Guarda Presidencial. Em seguida, o Coral do Senado apresentou “Asa Branca” e “Suíte dos Pescadores”. 

Também prestigiaram a homenagem o médico e historiador João Flávio Nogueira; o presidente e o 1º vice-presidente da Casa do Ceará, José Sampaio de Lacerda Júnior e João Estenio Campelo Bezerra; o conselheiro da Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE) Fernando Torres Laureano; a advogada Carolina Siebra; o estudante de Direito da Universidade de Fortaleza (Unifor), Miqueias de Araújo Pessoa; e o historiador Licinio Nunes, professor de História do Brasil na Universidade do Alabama (EUA).

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