POLÍTICA MONETÁRIA

Ata do Copom eleva alerta para inflação com guerra no Irã e reforça cautela sobre próximos cortes

Por Redação - Em 05/05/2026 às 10:05 AM

Edifício Sede Do Banco Central Do Brasil Em Brasília Foto Marcello Casal Jr Agência Brasil

Segundo o Banco Central, a demora para uma resolução do conflito amplia a chance de efeitos mais duradouros sobre a economia internacional FOTO: Agência Brasil

A escalada do conflito no Oriente Médio passou a pesar mais diretamente no radar da política monetária brasileira. Na ata divulgada nesta terça-feira (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que a prolongação da guerra envolvendo o Irã aumentou o risco de pressões inflacionárias mais persistentes, especialmente por possíveis impactos sobre cadeias globais, commodities e expectativas do mercado.

Segundo o Banco Central, a demora para uma resolução do conflito amplia a chance de efeitos mais duradouros sobre a economia internacional, em um momento em que o Brasil já monitora inflação acima da meta e sinais de pressão em preços sensíveis ao cenário externo, como combustíveis e logística. A autoridade monetária avaliou que o ambiente exige “serenidade e cautela”, deixando em aberto o ritmo dos próximos movimentos da Selic.

Embora o colegiado tenha mantido a possibilidade de continuidade no ciclo de ajuste dos juros, o documento mostra preocupação maior com o balanço de riscos, citando a deterioração das expectativas inflacionárias e a incerteza global como fatores que podem limitar cortes mais agressivos.

Na reunião da semana passada, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, mas sinalizou que decisões futuras dependerão da evolução do cenário internacional e da resposta da inflação doméstica. Para agentes financeiros, a nova comunicação reforça que, apesar do início da flexibilização monetária, o BC tende a preservar uma postura conservadora diante da volatilidade geopolítica.

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