Indústria automotiva

China exporta mais veículos elétricos e híbridos do que carros a combustão pela primeira vez

Por Redação - Em 11/05/2026 às 2:47 PM

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A China embarcou 769 mil veículos para mercados internacionais em abril, dos quais 406 mil eram elétricos ou híbridos plug-in FOTO: Freepik

A indústria automotiva chinesa atingiu em abril um marco inédito em sua estratégia global: pela primeira vez, o país exportou mais veículos elétricos e híbridos plug-in do que modelos tradicionais movidos a gasolina ou diesel. Dados da China Passenger Car Association (CPCA) mostram que os chamados veículos de nova energia (NEVs) responderam por 52,7% das exportações totais no mês.

Ao todo, a China embarcou 769 mil veículos para mercados internacionais em abril, dos quais 406 mil eram elétricos ou híbridos plug-in. O volume de exportação de NEVs mais que dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, com alta de 111,8%, consolidando uma virada estratégica das montadoras chinesas diante da desaceleração do consumo doméstico.

Enquanto o mercado externo acelerou, as vendas internas de carros de passeio na China recuaram 21,5% em abril, para 1,38 milhão de unidades, marcando o sétimo mês seguido de retração. O cenário reflete demanda mais fraca, menor confiança do consumidor e o impacto de pressões econômicas locais, levando fabricantes como BYD, Chery e SAIC a ampliar o foco internacional.

Europa e América Latina aparecem entre os principais destinos dessa expansão, especialmente em um momento de preços mais elevados de combustíveis fósseis, que reforçam o apelo de modelos eletrificados. A mudança também amplia a pressão competitiva sobre montadoras tradicionais globais, à medida que a China fortalece sua posição como principal exportadora mundial de automóveis e avança na disputa tecnológica da mobilidade elétrica.

O avanço das exportações de elétricos ocorre em meio a uma transformação mais ampla da indústria chinesa, que busca compensar margens mais apertadas no mercado doméstico com escala internacional e adaptação regional, desenvolvendo modelos específicos para diferentes continentes e consolidando sua presença fora da Ásia.

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