PROTEÍNAS

JBS vê lucro despencar 56% no 1º trimestre, mas receita global supera US$ 21 bilhões

Por Redação - Em 13/05/2026 às 10:35 AM

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A JBS Brasil registrou receita recorde de US$ 3,79 bilhões para um primeiro trimestre, crescimento de 19,5%

A JBS abriu 2026 com forte pressão sobre a rentabilidade global. A maior processadora de proteínas do mundo registrou lucro líquido de US$ 221 milhões no primeiro trimestre, tombo de 56% em relação aos US$ 500 milhões apurados em igual período de 2025. Apesar da retração expressiva no resultado final, a companhia manteve expansão de receita e alcançou vendas líquidas de US$ 21,61 bilhões entre janeiro e março, alta de 11% na comparação anual.

O principal peso sobre o balanço veio das operações de carne bovina na América do Norte, onde o ciclo pecuário adverso elevou o custo do gado e comprimiu margens. A divisão Beef North America, responsável por cerca de um terço das vendas globais, teve Ebitda ajustado negativo de US$ 267 milhões, mesmo com avanço de aproximadamente 12% na receita, para US$ 7,17 bilhões. O cenário foi agravado por menor oferta de animais, clima severo e paralisações operacionais.

No consolidado, o Ebitda ajustado da JBS caiu 26%, para US$ 1,13 bilhão, enquanto a margem Ebitda recuou de 7,8% para 5,2%. O fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 1,47 bilhão, pior que o consumo de US$ 917 milhões registrado um ano antes, refletindo maior necessidade de capital de giro e investimentos mais robustos. A dívida líquida encerrou março em US$ 17,86 bilhões, com alavancagem de 2,77 vezes dívida líquida/Ebitda, acima das 1,99 vez de 2025.

As operações brasileiras ajudaram a conter parte da deterioração. A JBS Brasil registrou receita recorde de US$ 3,79 bilhões para um primeiro trimestre, crescimento de 19,5%, impulsionada por exportações aquecidas e demanda global. Já a Seara manteve elevada rentabilidade, com margem Ebitda de 15,5%, reforçando o papel das unidades sul-americanas como contrapeso às dificuldades nos Estados Unidos.

Mesmo sob pressão no curto prazo, a companhia aposta na diversificação geográfica e na disciplina operacional para atravessar o ciclo desfavorável na América do Norte, enquanto Brasil e alimentos processados seguem como pilares de sustentação para os próximos trimestres.

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