Agronegócio
Safra de café do Brasil deve bater recorde histórico em 2026, projeta Conab
Por REDAÇÃO - Em 21/05/2026 às 10:04 AM

Condições climáticas favoráveis e expansão das áreas cultivadas impulsionam projeção histórica para o café brasileiro — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A produção brasileira de café deve alcançar um novo recorde histórico em 2026, impulsionada pelo ciclo de bienalidade positiva, expansão das áreas cultivadas e condições climáticas mais favoráveis. Segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra nacional está estimada em 66,7 milhões de sacas, volume 18% superior ao registrado no ciclo anterior.
Caso a projeção seja confirmada ao fim da colheita, o resultado superará o recorde anterior de 63,08 milhões de sacas registrado em 2020, consolidando o Brasil na liderança global da produção de café.
Além do crescimento da produção, a área destinada à cafeicultura também deve avançar 3,9%, chegando a 2,34 milhões de hectares. A produtividade média nacional das lavouras está estimada em 34,4 sacas por hectare, alta de 13% em relação à safra passada.
O desempenho mais expressivo deve ocorrer no café arábica, cuja produção pode atingir 45,8 milhões de sacas, crescimento de 28%. Segundo a Conab, o resultado é reflexo direto da bienalidade positiva das lavouras e da melhor distribuição das chuvas ao longo do ciclo produtivo.
Já o café conilon deve registrar produção de 20,9 milhões de sacas, avanço mais moderado de 0,8%. O aumento da área plantada compensou a leve queda na produtividade média das lavouras.
Produção pelo País
Principal produtor nacional, Minas Gerais deve colher cerca de 33,4 milhões de sacas, alta de quase 30% frente ao ano anterior. O levantamento aponta que as condições climáticas favoráveis e o bom desenvolvimento das lavouras contribuíram para o desempenho positivo.
No Espírito Santo, segundo maior produtor do país, a expectativa é de uma colheita de 18 milhões de sacas. A Bahia também deve registrar crescimento, com previsão de 4,7 milhões de sacas, enquanto São Paulo e Rondônia aparecem com projeções de avanço acima de 19%.
Apesar do cenário positivo para a produção, as exportações brasileiras de café recuaram 22,5% entre janeiro e abril deste ano, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A redução é atribuída ao baixo nível dos estoques internos após safras anteriores mais limitadas e demanda internacional aquecida.
Mesmo assim, a expectativa do setor é de recuperação das exportações no segundo semestre, sustentada pelo aumento da oferta nacional e pela demanda global ainda elevada.
No mercado internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta crescimento de 2% na produção mundial de café no ciclo 2025/26. Ainda assim, os preços devem permanecer sustentados devido aos estoques globais reduzidos e ao avanço contínuo do consumo mundial do grão.
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