MINERAIS CRÍTICOS
Empresa australiana inaugura centro de pesquisa de terras raras em Minas Gerais
Por Redação - Em 29/05/2026 às 2:18 PM

O avanço do projeto ocorre em um contexto de crescente interesse internacional por minerais críticos FOTO: Magnific
A mineradora australiana Viridis Mining & Minerals inaugurou, em Poços de Caldas (MG), uma planta piloto voltada à pesquisa e ao processamento de terras raras, minerais considerados estratégicos para setores como veículos elétricos, energia renovável, tecnologia e defesa.
Com investimento de R$ 25 milhões, o Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CTPR) foi apresentado pela companhia como o segundo maior centro do tipo fora da China. A estrutura tem como foco o desenvolvimento de tecnologias para extração de minerais presentes em argilas iônicas, ampliando o potencial do Brasil na cadeia global de insumos ligados à transição energética.
Entre os elementos que a empresa pretende processar estão neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, minerais utilizados na fabricação de motores para carros elétricos, turbinas eólicas, smartphones, equipamentos eletrônicos e sistemas de alta tecnologia.
Segundo a companhia, a unidade possui capacidade para processar 100 quilos de minério por hora e produzir aproximadamente 2,9 toneladas anuais de carbonato misto de terras raras. A planta funcionará como etapa de validação tecnológica do Projeto Colossus, empreendimento da Viridis em Minas Gerais voltado à exploração comercial dos minerais a partir de 2028.
A expectativa da empresa é utilizar o centro para desenvolver métodos de processamento e iniciar o atendimento a demandas comerciais de parceiros a partir do terceiro trimestre de 2026.
O avanço do projeto ocorre em um contexto de crescente interesse internacional por minerais críticos. Países como Estados Unidos, França, Canadá e Austrália buscam reduzir a dependência da China, que concentra grande parte da produção e do processamento global de terras raras.
O Projeto Colossus já recebeu sinalizações de apoio de agências internacionais de crédito e financiamento ligadas aos governos da Austrália, França e Canadá. Entre elas está a Export Finance Australia, que avalia um possível financiamento de até US$ 50 milhões para o desenvolvimento da iniciativa.
Com a inauguração da nova estrutura, a Viridis reforça a estratégia de posicionar o Brasil como um fornecedor relevante de minerais estratégicos em um mercado global cada vez mais pressionado pela demanda por tecnologias ligadas à eletrificação, inteligência artificial e energia limpa.
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