AL-INVEST VERDE

FIEC leva economia circular à Europa e põe indústria cearense no cenário global

Por Marcelo Cabral - Em 19/06/2026 às 7:21 PM

A transição para uma economia de baixo carbono deixou de ser tendência – tornou-se requisito. E foi nesse contexto que a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) marcou presença, como única entidade do Brasil desse gênero, no #CONEXIÓNVerde+, principal encontro internacional do programa AL-INVEST Verde, realizado em Bruxelas.

Ester Vasconcelos, Karina Frota e Rafaela Cavalcante durante o evento na Bélgica         Foto: Divulgação

Promovido pela União Europeia, o evento reúne na Bélgica iniciativas voltadas à sustentabilidade, bioeconomia e competitividade empresarial na América Latina – temas que hoje estão no centro das decisões de investimento e comércio global. No palco europeu, a FIEC apresentou o projeto ‘Economia Circular: Um propósito para a geração de valor’, que prepara empresas cearenses para um novo ambiente de negócios, onde critérios ambientais e rastreabilidade impactam diretamente o acesso a mercados.

Executado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), o programa combina capacitação, consultoria e ferramentas práticas para acelerar a maturidade ambiental das empresas e ampliar sua inserção internacional. A apresentação ocorreu no painel ‘Transição verde no setor privado’, que reuniu projetos considerados referência na América Latina – um reconhecimento que posiciona o Ceará dentro de uma agenda estratégica global.

Acordo Mercosul-União Europeia

“A FIEC é a única instituição autorizada no Ceará a emitir certificados alinhados ao Acordo Mercosul – União Europeia. Estamos trabalhando intensamente para atender não apenas à crescente demanda das empresas, mas também às interpretações e adequações exigidas pelo próprio acordo. O CIN está de portas abertas para apoiar as empresas que desejam se internacionalizar, independentemente do porte”, afirmou Karina Frota, gerente do CIN e presidente do Conselho de Relações Internacionais da FIEC (Corin).

Mais do que adequação regulatória, o movimento aponta para uma mudança estrutural no perfil da indústria. “As ações do projeto promovem a preparação das empresas para a agenda da sustentabilidade. Nosso objetivo é fazer com que, ao longo das oficinas focadas em gestão ambiental, elas consigam incorporar práticas mais eficientes e alinhadas a essa agenda dentro de suas operações”, explicou Ester Vasconcelos, coordenadora técnica da iniciativa.

Essa transição passa pelas pessoas. “Também temos o objetivo de contribuir para a transformação dos empregos. Muitas empresas ainda não possuem colaboradores direcionados para atuar nessa pauta. Por isso, estamos assumindo o compromisso de capacitar essas pessoas de forma prática e aplicada à realidade empresarial”, destacou Rafaela Cavalcante, coordenadora financeira do projeto.

Todos esses detalhes implicam em uma leitura mais ampla. Sustentabilidade deixou de ser diferencial competitivo. Hoje, é condição imprescindível para a permanência no mercado internacional. E o Ceará começa a se posicionar antes que isso se torne uma barreira comercial.

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