balanço bancário
Santander lucra R$ 3 bilhões no trimestre e amplia carteira de crédito para R$ 715 bilhões
Por Redação - Em 29/07/2026 às 10:25 AM

O principal fator de pressão sobre o resultado foi o aumento das despesas com provisões para perdas esperadas com crédito. O banco destinou R$ 7,65 bilhões para essa finalidade
O Santander Brasil encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 3 bilhões, resultado 17,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apesar da retração no lucro, o banco manteve a expansão da carteira de crédito, preservou a receita praticamente estável e apresentou ganhos de eficiência operacional, em um cenário marcado pelo aumento das provisões para perdas com inadimplência.
Segundo o balanço divulgado pela instituição, a carteira de crédito ampliada alcançou R$ 715 bilhões, crescimento de 5,8% em 12 meses e de 1,3% em relação ao primeiro trimestre. A receita total ficou em R$ 20,7 bilhões, com leve alta anual de 0,4%, enquanto a margem financeira bruta somou R$ 15,3 bilhões, praticamente estável na comparação com o mesmo período de 2025.
O principal fator de pressão sobre o resultado foi o aumento das despesas com provisões para perdas esperadas com crédito. O banco destinou R$ 7,65 bilhões para essa finalidade, alta de 11,5% em um ano e de 20,6% frente ao trimestre anterior. De acordo com o Santander, o movimento reflete reforços pontuais em operações do segmento corporativo e ajustes nos critérios de baixa de créditos considerados irrecuperáveis.
A maior cautela na gestão do risco impactou a rentabilidade da instituição. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) caiu para 12,5%, ante 16,4% no segundo trimestre de 2025. Ainda assim, o banco informou melhora no índice de eficiência, resultado da disciplina na gestão de despesas e da continuidade das iniciativas de otimização operacional.
O desempenho reforça o momento vivido pelos grandes bancos brasileiros: crescimento do crédito permanece como vetor de expansão dos negócios, mas a preservação da qualidade da carteira continua exigindo maior nível de provisões, o que limita a evolução da rentabilidade em um ambiente de crédito ainda seletivo.
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