CULTURA OCEÂNICA

Athēná realiza oficina que une jovens ao mar através do esporte, ciência e inclusão

Por Marcelo Cabral - Em 05/08/2026 às 7:59 PM

Mais do que ensinar técnicas de remo, a proposta é despertar uma nova relação entre os jovens e o oceano. No próximo dia 17, o Iate Clube de Fortaleza receberá a oficina ‘Eu remo pelo oceano – Vozes para a década’, iniciativa da Athēná Esportes Náuticos que reunirá estudantes de escolas públicas para uma experiência voltada à cultura oceânica, educação ambiental, inclusão social e prática esportiva.

Canoagem é uma atividade de insersão ao mundo das atividades náuticas                    Fotos: Portal IN

Voltada para adolescentes entre 14 e 18 anos, participantes do projeto social ‘Movimento A’, desenvolvido pela Athēná, a oficina é destinada a convidados busca ampliar o acesso aos esportes náuticos – a exemplo da canoa havaiana -, e estimular o protagonismo juvenil na construção de soluções ligadas à preservação dos oceanos.

Segundo a diretora Executiva da Athēná Esportes Náuticos, Ana Thereza Matos, aThetê’, a proposta também busca romper barreiras culturais que afastam muitos jovens do ambiente marinho. “Muitas vezes esses jovens têm vontade de praticar esportes náuticos, mas o medo ou o desconhecimento do oceano acabam criando uma barreira. O Circuito de Aquacidade proporciona esse primeiro contato com o mar de forma segura, permitindo que eles desenvolvam confiança para, posteriormente, experimentar modalidades como a canoa havaiana“, explicou.

Programação diversificada

A programação vai além da iniciação esportiva. Os estudantes participarão de atividades sobre cultura oceânica, sustentabilidade e segurança no mar, incluindo o Circuito de Aquacidade, desenvolvido em parceria com a Capitania dos Portos do Ceará e a Marinha do Brasil. A metodologia prepara os participantes para situações de emergência na água, ensinando técnicas de flutuação, autoproteção e procedimentos básicos até a chegada de equipes de resgate ou o restabelecimento das condições de navegação.

Circuito de Aquacidade ensina técnicas de flutuação, autoproteção e procedimentos básicos aos participantes

A iniciativa integra as ações da Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica, coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por meio do projeto Maré de Ciências, que incentiva a disseminação da cultura oceânica em diferentes regiões do Brasil. Em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a oficina também reunirá professores, gestores escolares e estudantes para discutir o tema ‘Cultura Oceânica, Justiça, Equidade, Diversidade e Inclusão (JEDI)’.

A proposta é estimular a participação ativa dos adolescentes na construção de reflexões sobre os desafios e as perspectivas da Década da Ciência Oceânica, analisando os avanços registrados desde 2021 e as transformações esperadas até 2030.

Para Ana Thereza, a participação do Iate Clube de Fortaleza reforça o compromisso da sociedade com a formação de uma nova geração mais conectada ao oceano. “A presença do Iate Clube fortalece essa construção coletiva e reafirma o compromisso com o esporte, a educação e a valorização da cultura oceânica no Ceará, reunindo diferentes atores em torno da promoção da ciência e da sustentabilidade”, salientou.

Ao integrar esporte, educação, ciência e inclusão, a iniciativa evidencia como o oceano pode se transformar em um espaço de aprendizado, cidadania e desenvolvimento para jovens que, muitas vezes, vivem próximos ao mar, mas ainda têm pouco acesso às suas possibilidades.

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