impacto de R$ 1,6 bilhão
Alta do combustível pressiona companhias aéreas e reduz oferta de voos em maio e junho
Por Redação - Em 27/05/2026 às 9:44 AM

a oferta doméstica prevista para maio apresentou retração de 2%, enquanto, em junho, a redução programada chegou a 7% FOTO: Magnific
O avanço do preço do querosene de aviação (QAV) voltou a pressionar os custos das companhias aéreas brasileiras e levou empresas do setor a reduzirem a oferta de voos programada para maio e junho. Segundo estimativas da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o impacto adicional provocado pela alta do combustível alcançou cerca de R$ 1,6 bilhão em 2026.
O aumento das despesas ocorre em um momento de desafios operacionais para as companhias, que ainda lidam com custos elevados, variações cambiais e necessidade de equilibrar demanda e rentabilidade. O combustível representa atualmente um dos principais componentes da estrutura de custos da aviação comercial brasileira.
De acordo com dados do setor, a oferta doméstica prevista para maio apresentou retração de 2%, enquanto, em junho, a redução programada chegou a 7% em comparação com o planejamento anterior das empresas aéreas. A diminuição da malha afeta principalmente frequências e ajustes de capacidade em determinadas rotas.
A pressão sobre os custos ocorre após sucessivos reajustes no preço do QAV ao longo do ano. Como parte relevante do combustível consumido no Brasil é vinculada à cotação internacional do petróleo e ao dólar, oscilações externas acabam impactando diretamente as operações das companhias aéreas nacionais.
O cenário tem levado empresas a rever estratégias operacionais e priorizar rotas com maior taxa de ocupação e rentabilidade. Em alguns casos, as companhias optaram por reduzir frequências em mercados específicos para preservar margens financeiras diante da elevação dos custos.
Mesmo com a desaceleração da oferta em maio e junho, a demanda por transporte aéreo continua em níveis considerados resilientes pelo setor. As empresas, porém, avaliam que o ambiente operacional segue pressionado, especialmente pela dificuldade de repassar integralmente os aumentos de custos para as tarifas aéreas.
A Abear também alerta que a combinação entre combustível caro, custos dolarizados e elevada carga tributária mantém o ambiente desafiador para a aviação brasileira. O setor defende medidas estruturais para ampliar a competitividade das operações e reduzir a volatilidade dos custos relacionados ao QAV.
O impacto financeiro de R$ 1,6 bilhão estimado para este ano reforça a importância do combustível na dinâmica econômica das companhias aéreas, sobretudo em um mercado marcado por margens estreitas e alta sensibilidade a oscilações de custos operacionais.
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