aviação civil

Comitê aprova R$ 13,5 bilhões em crédito para impulsionar setor aéreo

Por Redação - Em 22/06/2026 às 2:20 PM

Avião Latam

Do total aprovado, R$ 8 bilhões serão destinados a uma linha emergencial de capital de giro

O Comitê Gestor do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) aprovou a liberação de duas linhas de financiamento que somam R$ 13,56 bilhões para companhias aéreas brasileiras. A medida busca fortalecer o setor, ampliar a conectividade regional e estimular investimentos em infraestrutura, modernização da frota e combustíveis sustentáveis. A contratação dos recursos, no entanto, ainda dependerá da análise técnica e financeira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Do total aprovado, R$ 8 bilhões serão destinados a uma linha emergencial de capital de giro. As companhias Gol, Latam e Azul poderão solicitar até R$ 2,5 bilhões cada, enquanto empresas de menor porte, como a Abaeté, terão acesso a valores proporcionais à sua operação. Os financiamentos terão prazo de até cinco anos, carência de 12 meses e juros de 4% ao ano, além da proibição de distribuição de dividendos durante a vigência da carência.

Outra frente aprovada contempla R$ 5,56 bilhões para investimentos de longo prazo. Os recursos poderão ser utilizados na aquisição de combustível sustentável de aviação (SAF), compra de aeronaves, manutenção de motores, ampliação da infraestrutura aeroportuária e modernização das operações das empresas aéreas. As taxas de juros variam entre 6,5% e 7,5% ao ano, conforme a finalidade do financiamento.

Como contrapartida, as empresas beneficiadas deverão ampliar a oferta de voos para regiões estratégicas, especialmente a Amazônia Legal e o Nordeste. A meta prevê elevar em 15% a participação dessas rotas em relação ao ano anterior ou garantir que, pelo menos, 17,5% das decolagens anuais sejam realizadas nesses mercados, reforçando a integração nacional e a conectividade regional.

Apesar da aprovação pelo comitê, a liberação dos recursos não será automática. Caberá ao BNDES avaliar a situação financeira de cada companhia, incluindo capacidade de pagamento, garantias e risco de crédito. Somente após essa etapa os contratos poderão ser assinados e os financiamentos efetivamente concedidos.

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