RESULTADOS FINANCEIROS

Itaúsa lucra R$ 4,3 bilhões no 2º trimestre e acumula R$ 8,8 bilhões em 2026

Por Redação - Em 11/08/2026 às 12:02 PM

Itausa Day Trade

Resultado recorrente cresce 7% em um ano, impulsionado pelo Itaú Unibanco; portfólio não financeiro recua 26,7% e contribui com R$ 141 milhões

A Itaúsa encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões, crescimento de 7% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado dos primeiros seis meses do ano, o resultado chegou a R$ 8,8 bilhões, avanço de 12% na comparação anual.

O desempenho entre abril e junho foi sustentado principalmente pelo Itaú Unibanco. A instituição financeira gerou uma contribuição de R$ 4,468 bilhões para o resultado da holding, valor 8,5% maior que o registrado no segundo trimestre do ano passado.

A evolução do banco compensou um desempenho mais fraco do conjunto de empresas não financeiras da carteira da Itaúsa. Esse grupo contribuiu com R$ 141 milhões para o resultado recorrente do trimestre, queda de 26,7% em um ano.

Entre os investimentos fora do setor financeiro, a maior expansão percentual veio da Alpargatas. A fabricante contribuiu com R$ 55 milhões para o resultado da Itaúsa, crescimento anual de 85,7%.

A Motiva respondeu por outros R$ 69 milhões, com avanço de 66,9% frente ao segundo trimestre de 2025. Já a Copa Energia apresentou a maior contribuição nominal entre as empresas não financeiras com resultado positivo: R$ 102 milhões, crescimento de 17,3% em um ano.

A Dexco, por sua vez, contribuiu com apenas R$ 2 milhões, resultado 74% inferior ao observado no mesmo período do ano passado. Segundo a administração da Itaúsa, o desempenho da companhia foi afetado pelo segmento de celulose solúvel, diante da redução dos preços, além das dificuldades enfrentadas pelo setor de revestimentos cerâmicos.

Duas empresas do portfólio apresentaram impacto negativo sobre o balanço da holding. A Aegea Saneamento registrou resultado negativo de R$ 14 milhões, com elevação anual de 34,2% no saldo negativo. De acordo com a Itaúsa, o desempenho foi pressionado pela piora do resultado financeiro da companhia.

Na NTS, o impacto negativo foi maior. A empresa apresentou resultado de R$ 68 milhões negativos, revertendo a contribuição positiva de R$ 45 milhões observada no segundo trimestre de 2025.

A mudança representa uma deterioração de R$ 113 milhões entre os dois períodos. Segundo a administração, o desempenho da NTS foi influenciado pela variação negativa no valor justo do ativo.

Com esses resultados, o conjunto de investimentos não financeiros entregou R$ 141 milhões à Itaúsa no trimestre, retração de 26,7% na comparação anual, apesar dos avanços registrados por Alpargatas, Motiva e Copa Energia.

Despesas administrativas

Além do desempenho das empresas investidas, as despesas administrativas da própria holding avançaram no período. O indicador atingiu R$ 45 milhões no segundo trimestre, crescimento de 7% frente ao mesmo intervalo de 2025.

No relatório que acompanha os resultados, o presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal, avaliou que, apesar do processo gradual de redução da Selic, as condições financeiras permanecem restritivas, acompanhadas por cautela dos agentes econômicos e incertezas no cenário internacional.

Mesmo nesse ambiente, os números mostram o peso do setor financeiro na composição dos resultados da holding. Enquanto o Itaú Unibanco aumentou sua contribuição em 8,5%, para R$ 4,468 bilhões, o portfólio não financeiro apresentou retração de 26,7%, para R$ 141 milhões.

Ainda assim, a combinação dos investimentos permitiu à Itaúsa fechar o trimestre com R$ 4,3 bilhões de lucro líquido recorrente e crescimento anual de 7%, além de elevar o resultado acumulado no primeiro semestre para R$ 8,8 bilhões, alta de 12%.

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