INDICADOR DE INADIMPLÊNCIA

‘Radar do varejo cearense’ mostra uma expansão do total de negativados no CE

Por Marcelo - Em 21/08/2023 às 1:25 PM

Dados do Indicador de Inadimplência divulgados pelo SPC Brasil e pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE), no estudo ‘Radar do varejo cearense’, mostram que o número de negativados no Ceará cresceu 16,89% em julho deste ano, em relação ao mesmo mês de 2022. Já na comparação mensal, isto é, entre julho e junho últimos, o total de negativados cresceu 5,63% no Estado. Já o valor médio devido por eles foi estimado em R$ 3.450,49.

Comércio no Ceará tem melhorado em alguns de seus indicadores 

De acordo Freitas Cordeiro, presidente da FCDL-CE, ainda não é possível identificar uma tendência de desaceleração da inadimplência, que registra altas taxas de crescimento do número de negativados desde o início de 2021. Fatores como a queda da renda média observada ao longo do último ano ajudam a explicar esse movimento. “Nesse sentido, os dados mais recentes do mercado de trabalho, que mostram queda do desemprego e uma gradativa recuperação da renda, chegam como boas notícias”, destaca.

A abertura dos dados de negativação no Ceará mostra um crescimento do número de dívidas com atraso de até 90 dias. Conforme consta no Indicador de Inadimplência, o percentual de consumidores nessa faixa de atraso passou de 10% em junho de 2023 para 15% em julho. Na outra ponta, 18,7% dos negativados têm dívidas com atraso entre quatro e cinco anos.

O ‘Radar do varejo cearense’ é uma publicação da FCDL-CE que reúne os principais dados da economia estadual. A ideia, conforme explica Freitas Cordeiro, é reunir e analisar indicadores relevantes para que empresários do setor varejista possam balizar suas ações embasadas em fontes dignas de credibilidade.

Nesta edição com os dados de julho, por exemplo, o presidente da entidade destaca que supermercados e hipermercados puxaram o índice de crescimento para o patamar de 7,1%. “Outro indicador positivo diz respeito à queda do desemprego, que irá impactar de imediato no aumento do poder aquisitivo do consumidor, resultando em maior volume de vendas. No Ceará, a taxa de desemprego caiu de 9,6% para 8,6%, puxando a renda média para R$ 2.000,00”, reforça. Para conferir a edição completa, é só acessar o site: fcdlce.org.br.

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