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Weiber Xavier reflete sobre ciência, tecnologia e humanização na medicina intensiva

Por Jussara Beserra - Em 05/06/2026 às 4:03 PM

Weiber

O intensivista Weiber Xavier analisa os desafios e as transformações das UTIs no Brasil

A medicina intensiva ocupa hoje uma posição estratégica dentro da saúde, concentrando alguns dos maiores avanços tecnológicos do setor e, ao mesmo tempo, os desafios mais complexos relacionados ao cuidado humano. É nesse cenário que atua o médico cearense Weiber Xavier, especialista que construiu sua trajetória em uma área onde precisão técnica, tomada de decisão e sensibilidade precisam coexistir diariamente.

Aprovado no curso de Medicina da UFC aos 16 anos, Weiber encontrou na terapia intensiva um ambiente que exige atualização permanente e capacidade de resposta diante de situações críticas. Para ele, o avanço da tecnologia transformou a rotina das UTIs, ampliando recursos diagnósticos e ferramentas de monitoramento, mas sem alterar aquilo que considera essencial na prática médica: manter o paciente no centro das decisões.

Em entrevista à Revista Insider – Edição 315, o intensivista analisa recursos como telemedicina, prontuários eletrônicos, monitores multiparamétricos, automação hospitalar e inteligência artificial vêm redesenhando os fluxos assistenciais. Na sua avaliação, essas soluções ampliam a capacidade de análise e suporte clínico, mas não substituem competências como escuta, comunicação e julgamento médico.

A conversa também aborda os desafios estruturais da especialidade no Brasil. A necessidade de capacitação contínua, a valorização das equipes multidisciplinares e a ampliação do acesso a unidades de terapia intensiva em regiões menos assistidas aparecem como temas centrais para o futuro do setor, especialmente no Nordeste, onde a desigualdade na oferta de serviços de alta complexidade ainda representa um obstáculo relevante.

Ao refletir sobre os caminhos da medicina intensiva, Weiber propõe uma visão alinhada às transformações que atravessam a saúde contemporânea. Em um ambiente cada vez mais orientado por dados, conectividade e inteligência artificial, ele defende que a tecnologia deve atuar como instrumento de apoio, enquanto o cuidado, a ética e a capacidade de compreender o paciente seguem como os principais pilares da prática médica.

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