MERCADO IMOBILIÁRIO

Gustavo Dubeux compartilha lições de empreendedorismo e estratégia durante evento em São Paulo

Por REDAÇÃO - Em 20/04/2026 às 2:41 PM

Gustavo Dubeux

Gustavo Dubeux detalha a evolução do grupo MDNE e a estratégia de capital aberto durante evento do Nosso Meio em São Paulo — Foto: Sto Rei/Produtora Audiovisual

A trajetória de sucesso da Moura Dubeux, hoje consolidada como uma das maiores incorporadoras do país, foi o tema central da participação de Gustavo Dubeux no evento NM Fundadores, realizado na última quinta-feira (16), em São Paulo. O empresário, que é engenheiro civil e um dos fundadores da companhia, revisitou a história do grupo desde a década de 1980, destacando os pilares que transformaram uma iniciativa regional na única empresa nordestina do segmento com capital aberto na Bolsa de Valores (B3).

Durante o encontro, Dubeux relembrou os desafios dos primeiros passos ao lado do irmão e a aposta em um modelo de negócio inovador para a época, focado em empreendimentos de alto padrão. Para o executivo, o segredo da longevidade da marca não reside no imediatismo, mas no planejamento de longo prazo. “Quando começamos, não tínhamos todas as respostas, mas tínhamos clareza de onde queríamos chegar. Crescer nunca foi sobre velocidade, e sim sobre consistência e disciplina ao longo do tempo”, ressaltou.

Um dos pontos altos da fala do empresário foi a valorização do capital humano como motor da cultura organizacional. Para ele, a gestão de pessoas é o que sustenta a empresa diante das oscilações do mercado. “As pessoas são, de fato, o maior ativo da empresa. Estratégia se ajusta, mercado oscila, mas é gente preparada e engajada que sustenta o crescimento no longo prazo”, afirmou Dubeux.

A expansão do grupo MDNE também foi detalhada, evidenciando uma estrutura robusta que atende a diferentes perfis de consumo. A holding controla três frentes estratégicas: a Moura Dubeux, referência no segmento de luxo; a Mood, focada na classe média; e a Ún1ca, marca direcionada ao mercado de baixa renda por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.

Ao concluir sua participação, Gustavo Dubeux deixou uma mensagem sobre a resiliência necessária no mundo dos negócios. “Empreender é conviver com incerteza todos os dias. Quem constrói empresas duradouras é quem aprende a se adaptar rápido, sem perder a essência e a visão de futuro”, finalizou.

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Family offices

IOI Properties investe US$ 2 bilhões em torre de alto padrão no centro financeiro de Singapura

Por Marlyana Lima - Em 20/04/2026 às 2:34 PM

Iconic Marina Bay Sands Hotel At Night #singapore #travel #marinasands (1)

A IOI Properties amplia sua presença em Marina Bay, em Singapura – Fotos. Reprodução/Instagram

Enquanto parte do mundo ainda tenta decifrar os próximos movimentos da economia global, alguns players já estão agindo — e com precisão. A família por trás da IOI Properties, liderada por Lee Yeow Chor e Lee Yeow Seng, acaba de colocar cerca de US$ 2 bilhões em um único ativo: a Asia Square Tower 2, no coração financeiro de Singapura.

Não é só sobre um edifício. É sobre endereço, previsibilidade e posicionamento.

Com 46 andares e mais de 72 mil m² de área locável, a torre abriga gigantes como Mizuho Bank e Allianz — nomes que, por si só, já indicam o nível de segurança e liquidez do ativo. Ao incorporar o imóvel ao portfólio, a IOI Properties amplia sua presença em Marina Bay, uma das regiões mais disputadas do mercado imobiliário global.

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Singapura vem se consolidando como um dos destinos preferidos do capital internacional

O movimento acontece em um timing revelador. Singapura vem se consolidando como um dos destinos preferidos do capital internacional que busca proteção em meio às tensões geopolíticas e à volatilidade dos grandes mercados. Em 2025, os investimentos em ativos comerciais na cidade cresceram 18%, atingindo o maior nível em oito anos.

Mas talvez o ponto mais relevante esteja na leitura estratégica por trás da aquisição. Enquanto muitos ainda diversificam, grupos como o da família Lee concentram — e escolhem geografias onde estabilidade, liquidez e governança não são promessa, são premissa.

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A estruturação de fundos imobiliários na Malásia e em Singapura avança com ativos que somam cerca de US$ 8 bilhões

A próxima etapa já está desenhada: a estruturação de fundos imobiliários (REITs) na Malásia e em Singapura, com ativos que somam cerca de US$ 8 bilhões. Não se trata apenas de expansão, mas de engenharia financeira para escalar presença global.

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Disputa societária

GPA obtém liminar para barrar saída do Casino do capital da companhia

Por Redação - Em 20/04/2026 às 2:32 PM

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O embate também ocorre em um momento delicado para o GPA, que enfrenta desafios financeiros e negocia a reestruturação de cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas

A Justiça concedeu ao Grupo Pão de Açúcar (GPA) uma liminar que impede o grupo francês Casino de vender sua participação acionária na companhia, em meio a uma disputa bilionária envolvendo responsabilidades fiscais e societárias.

A decisão judicial representa um novo capítulo no conflito entre as empresas, que já se arrasta desde 2025. O GPA busca evitar que o antigo controlador se desfaça de sua fatia antes da definição sobre quem deve arcar com possíveis passivos tributários acumulados ao longo dos anos em que o Casino esteve à frente da operação no Brasil.

No centro da controvérsia está uma cobrança da Receita Federal relacionada ao pagamento de Imposto de Renda entre 2007 e 2013. O valor em discussão pode chegar a cerca de R$ 2,5 bilhões, o que elevou o nível de tensão entre as partes e levou à abertura de um processo de arbitragem.

A liminar agora obtida pelo GPA funciona como uma medida preventiva para preservar garantias financeiras enquanto o mérito da disputa não é julgado. Na prática, a decisão impede que o Casino venda sua participação — estimada em mais de 20% do capital — e eventualmente deixe o quadro acionário sem assumir responsabilidades futuras.

O receio do GPA é que a saída do grupo francês reduza a capacidade de cobrança em caso de derrota no processo fiscal. Por outro lado, o Casino passa por reestruturação financeira na Europa e busca liquidez, o que reforça o interesse em vender ativos fora de seu mercado principal.

O embate também ocorre em um momento delicado para o GPA, que enfrenta desafios financeiros e negocia a reestruturação de cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas.

Para o mercado, a decisão judicial adiciona um novo fator de incerteza ao futuro da companhia. Investidores acompanham de perto tanto o desfecho da arbitragem quanto o eventual redesenho da estrutura acionária, que pode redefinir o controle e a governança do grupo nos próximos meses.

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