AGRO E INVESTIMENTOS

Café movimenta R$ 47 bilhões na bolsa e amplia peso estratégico do Brasil no comércio global

Por Redação - Em 14/04/2026 às 1:16 PM

Grãos De Café Foto Agência Brasil

O volume financeiro mais que dobrou desde 2021, quando girava em torno de R$ 23 bilhões, apesar de oscilações pontuais FOTO: Agência Brasil

O café brasileiro reforçou sua relevância econômica ao atingir um volume recorde de aproximadamente R$ 47 bilhões em negociações na B3 em 2025, consolidando a commodity como um dos principais ativos do agronegócio nacional e ampliando sua conexão com o mercado financeiro.

O desempenho representa mais que uma marca histórica. Trata-se de um avanço estrutural na forma como o café é negociado, deixando de ser apenas um produto agrícola para assumir papel relevante também como instrumento financeiro. A negociação por meio de contratos futuros permite que produtores, exportadores e investidores operem com maior previsibilidade de preços, reduzindo riscos e aumentando a eficiência da cadeia.

Os dados indicam uma trajetória de crescimento consistente nos últimos anos. O volume financeiro mais que dobrou desde 2021, quando girava em torno de R$ 23 bilhões, apesar de oscilações pontuais como a queda registrada em 2023. A retomada em 2024 e a forte expansão em 2025 sinalizam um movimento de maturação e sofisticação do mercado.

A evolução acompanha a crescente integração do agronegócio brasileiro aos fluxos globais de capital. Ao padronizar qualidade, entrega e mecanismos de proteção, a bolsa brasileira amplia a atratividade do café como ativo, conectando o campo ao sistema financeiro e fortalecendo a competitividade internacional do produto.

Além do desempenho na bolsa, o protagonismo brasileiro também se sustenta na qualidade do grão. Premiações internacionais e o reconhecimento do café arábica nacional reforçam a posição do país como referência global, não apenas em volume, mas também em padrão e consistência produtiva.

O cenário aponta para um setor cada vez mais estratégico. Com produção robusta, reconhecimento internacional e crescente presença nos mercados financeiros, o café consolida seu papel como ativo-chave da economia brasileira, combinando tradição agrícola com inovação e integração global.

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Projeção Nacional

Fortaleza 300 anos reverbera em Brasília e evidencia nova representação política do Ceará

Por Julia Fernandes Fraga - Em 14/04/2026 às 1:12 PM

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Mesa: ex-vereador de Fortaleza, Danilo Lopes; deputado federal Domingos Neto (PSD-CE); senador Eduardo Girão (Novo-CE); servidor secretário da sessão; vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar; médico e historiador João Flávio Nogueira. Fotos: Agência Senado

A celebração dos 300 anos de Fortaleza, enquanto mobilizava a Capital com uma agenda intensa de eventos, também reverberou fora do Ceará. Em Brasília, o Senado Federal realizou, na segunda-feira (13), uma sessão solene em homenagem à data, solicitada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE).

O momento reuniu autoridades e projetou a cidade no centro do debate institucional nacional — com destaque para a presença da vice-prefeita Gabriella Aguiar (PSD) e do deputado federal Domingos Neto (PSD-CE) como representantes.

Filhos do presidente do PSD Ceará, Domingos Filho, e da prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar (PSD), ambos integram uma nova camada de articulação política que conecta o interior e a capital ao debate nacional — agora simbolicamente ancorada na celebração do tricentenário.

Discurso institucional

A origem da capital cearense remonta à construção do Forte de Nossa Senhora da Assunção, em 1726. A estrutura militar deu início ao núcleo urbano que, ao longo dos anos, se transformou em uma das principais metrópoles do Nordeste brasileiro.

Em sua fala, Eduardo Girão ressaltou o caráter combativo do povo cearense e a relevância histórica da capital. “Essa origem, a partir de um forte militar, simboliza a natureza de um povo que aprendeu a vencer as adversidades. Hoje temos uma Fortaleza com 2,5 milhões de habitantes, a quarta maior cidade de um Brasil que reúne 5.569 municípios, sendo um polo estratégico do Nordeste com relevância econômica, turística e cultural”, reconheceu.

O senador Wellington Fagundes (PL-MT), que subscreveu o requerimento de Girão, acrescentou que a cidade constitui “um símbolo de identidade, de pertencimento, de resistência, de cultura e esperança”.

“Caminho do progresso”

Após a exibição de um vídeo institucional, a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar (PSD), indicou que a cidade “continuará trilhando o caminho do progresso e diálogo institucional, lutando por quem mais precisa”.

“Nascemos sob a égide da resistência, do forte que nos deu nome, da cidade que se recusou a ser pequena. Nossa história foi escrita com o suor dos jangadeiros, com o intelecto dos abolicionistas pioneiros e com a coragem de um povo que faz da escassez a sua maior criatividade”, declamou.

História e formação

Na sequência, a contadora de histórias Nyedja Gennari conduziu uma narrativa sobre a formação da capital. Segundo ela, Fortaleza “deixou de ser um ponto no mapa para ser presença viva na história”.

O professor universitário e ex-vereador Danilo Lopes abordou aspectos históricos da formação da cidade. Ressaltou que o Ceará, mesmo diante das adversidades climáticas, não sofre mais com o desabastecimento de água graças à “fortaleza de seu povo, efetivamente forte”.

Por videoconferência, o historiador Sandoval Matoso da Cruz  que Fortaleza “é uma cidade que carrega a marca de acolhimento, que vai além das belezas naturais das praias que se estampam para o mundo”.

Cerimônia

O requerimento aprovado foi assinado ainda pelos senadores Cleitinho (Republicanos-MG), Jorge Seif (PL-SC), Plínio Valério (PSDB-AM), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).

A abertura contou com a execução do Hino Nacional Brasileiro pela banda de música do Batalhão da Guarda Presidencial. Em seguida, o Coral do Senado apresentou “Asa Branca” e “Suíte dos Pescadores”. 

Também prestigiaram a homenagem o médico e historiador João Flávio Nogueira; o presidente e o 1º vice-presidente da Casa do Ceará, José Sampaio de Lacerda Júnior e João Estenio Campelo Bezerra; o conselheiro da Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE) Fernando Torres Laureano; a advogada Carolina Siebra; o estudante de Direito da Universidade de Fortaleza (Unifor), Miqueias de Araújo Pessoa; e o historiador Licinio Nunes, professor de História do Brasil na Universidade do Alabama (EUA).

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Relações exteriores

Lula percorre Europa em ofensiva por acordos e protagonismo internacional para o Brasil

Por Julia Fernandes Fraga - Em 14/04/2026 às 12:31 PM

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Com a viagem, o vice-presidente Geraldo Alckmin deve assumir a presidência interinamente. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca na próxima quinta-feira (16) para uma missão internacional pela Europa que combina três movimentos centrais: ampliar acordos estratégicos, reforçar a articulação política em torno da defesa da democracia e reposicionar o Brasil no eixo das decisões globais.

A agenda, que inclui Espanha, Alemanha e Portugal, prevê encontros de alto nível, participação em fóruns multilaterais e assinatura de atos bilaterais. Além de fomentar o apoio à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral da ONU.

A comitiva brasileira reúne cerca de 15 ministros, além de dirigentes de instituições como BNDES, Fiocruz e Apex-Brasil, refletindo o peso político e econômico da missão.

A viagem ocorre às vésperas da entrada em vigor provisória do acordo Mercosul–União Europeia, prevista para 1º de maio, e pretende consolidar parcerias estratégicas, promover a reindustrialização do país e avançar em temas globais como combate às desigualdades, crise climática e governança digital.

Espanha: articulação política e convergência

A primeira etapa será em Barcelona, nos dias 17 e 18 de abril, a convite do primeiro-ministro Pedro Sánchez. Lula participa da 1ª Cúpula Brasil–Espanha, com reunião bilateral, encontro ampliado entre ministros, assinatura de atos e declaração conjunta.

A programação inclui também o Fórum de Defesa da Democracia, que reúne líderes internacionais para discutir multilateralismo, desigualdades e combate à desinformação. O momento deve tratar ainda da sucessão na ONU e da inclusão de temas como violência política e digital de gênero na agenda internacional.

A expectativa do Itamaraty é de que a visita consolide o processo de aproximação entre os dois países iniciado em 2023, com avanços em áreas como ciência, tecnologia, saúde, cultura, telecomunicações e serviços aéreos.

Alemanha: vitrine industrial e acordos

Na sequência, Lula segue para Hannover, onde permanece entre os dias 19 e 20 de abril. O presidente terá reunião com o chanceler Friedrich Merz e participa da Hannover Messe 2026, considerada a principal feira industrial do mundo.

O Brasil será país parceiro do evento, com cerca de 140 empresas representadas. A visita inclui conferências com empresários e uma comissão mista entre autoridades dos dois países.

A expectativa é de assinatura de aproximadamente dez acordos envolvendo temas como defesa, mudanças climáticas, inteligência artificial, infraestrutura, bioeconomia e desenvolvimento sustentável, além de novos anúncios em áreas estratégicas.

Portugal: relação histórica e temas sensíveis

A missão se encerra no dia 21 de abril, em Lisboa, com encontros com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro. Em pauta, temas como cooperação em ciência e tecnologia, imigração — com foco na comunidade brasileira no país —, além de segurança internacional e fortalecimento das relações bilaterais.

Dimensão estratégica

Diplomatas indicam que a dimensão da comitiva está diretamente ligada ao volume de acordos em negociação, especialmente com Espanha e Alemanha. Se confirmada, será a maior delegação ministerial a acompanhar o presidente em viagens internacionais neste mandato. Ao final, Lula retorna a Brasília após seis dias de compromissos, em uma agenda que reúne política externa, economia e estratégia internacional, em um momento de esforço pela retomada do protagonismo brasileiro nas relações com a Europa.

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