Análise judicial

Defesa pede autorização do STF para que Bolsonaro possa operar ombro

Por Redação - Em 22/04/2026 às 11:05 AM

Em setembro do ano passado, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma, por 4 votos a 1, a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele possa realizar uma cirurgia no ombro direito na próxima sexta-feira (24).

Segundo o pedido, a cirurgia tem como objetivo corrigir lesões no manguito rotador, conjunto de músculos e tendões que envolve o ombro. Os advogados alegam que o procedimento pode se estender também ao sábado (25).

Foi pedida urgência ao caso, alegando-se razão médica. A defesa pediu que a autorização abarque todo o tratamento, incluindo atos preparatórios, pré-operatório, internação, realização da cirurgia, pós-operatório e reabilitação.

A autorização de Moraes, que deve em seguida ser confirmada pela Primeira Turma do Supremo, é necessária por ele ser o relator da execução penal de Bolsonaro.

Em setembro do ano passado, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma, por 4 votos a 1, a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado. Ele foi considerado culpado de liderar uma tentativa de golpe de Estado para se perpetuar no poder.

Em março, Moraes concedeu a Bolsonaro um pedido de prisão domiciliar por motivos humanitários, após o ex-presidente ter sido internado às pressas na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital particular de Brasília, com broncopneumonia.

Na ocasião, ele cumpria pena em uma cela especial no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. O local é conhecido como Papudinha, devido à sua proximidade ao Complexo Penitenciário da Papuda. (Agência Brasil)

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Cooperação internacional

Militares de 30 países se reúnem em Londres para planejar reabertura do Estreito de Ormuz

Por Redação - Em 22/04/2026 às 11:00 AM

Estreito De Ormuz

O Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás

Representantes militares de cerca de 30 países iniciaram, em Londres, uma rodada de discussões para estruturar uma possível operação internacional voltada à reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.

O encontro, organizado pelo governo do Reino Unido, tem como foco avaliar capacidades militares disponíveis, definir estruturas de comando e analisar o eventual envio de forças para a região. A proposta é que a operação esteja pronta para ser ativada assim que houver condições políticas e de segurança.

A iniciativa busca garantir a liberdade de navegação e contribuir para a sustentação de um cessar-fogo duradouro no Oriente Médio, em meio à escalada recente de tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e aliados.

Liderado por Reino Unido e França, o esforço internacional ocorre após uma série de reuniões prévias com dezenas de países, que discutiram alternativas diplomáticas e militares para reabrir a passagem marítima.

O Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás, o que torna sua interrupção um fator crítico para a economia internacional. O bloqueio recente da via intensificou a preocupação com o abastecimento energético e elevou os riscos para o comércio global.

Além do impacto econômico, a insegurança na região também aumentou após episódios de ataques a embarcações, o que reforça a necessidade de uma coordenação internacional para garantir a circulação segura de navios.

A reunião em Londres deve avançar na definição de um plano conjunto, mas ainda não há prazo para a implementação da missão. O sucesso da iniciativa dependerá da evolução das negociações diplomáticas e da estabilidade no cenário geopolítico da região.

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Tensão no Golfo

Irã condiciona negociações ao fim de bloqueio naval e amplia impasse com EUA

Por Redação - Em 22/04/2026 às 10:57 AM

Bandeira Do Irã Foto Pixabay

O bloqueio naval, imposto pelos Estados Unidos, afeta diretamente o fluxo de comércio na região e é considerado por Teerã uma medida de pressão inaceitável FOTO: Pixabay

O governo do Irã afirmou que só retomará as negociações com os Estados Unidos após a suspensão do bloqueio naval imposto no Golfo Pérsico, elevando a incerteza sobre a continuidade do diálogo entre os dois países em meio à recente trégua no conflito.

A posição foi apresentada pelo embaixador iraniano, que classificou o bloqueio como um obstáculo direto às conversas diplomáticas. A exigência surge como a primeira reação oficial de Teerã à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de prolongar o cessar-fogo, mantendo, no entanto, as restrições marítimas.

O impasse ocorre em um contexto de escalada militar e econômica na região. Autoridades iranianas alertaram que o país está preparado para responder com força caso os confrontos sejam retomados, indicando que a situação permanece volátil.

O bloqueio naval, imposto pelos Estados Unidos, afeta diretamente o fluxo de comércio na região e é considerado por Teerã uma medida de pressão inaceitável. Para o governo iraniano, a manutenção das restrições inviabiliza qualquer avanço nas negociações e compromete os termos da trégua em vigor.

Enquanto isso, a segunda rodada de negociações segue sob risco. A União Europeia avalia medidas para mitigar possíveis impactos, especialmente no setor energético, já que a crise envolve o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

A continuidade do bloqueio e a ausência de consenso entre as partes mantêm o cenário de incerteza geopolítica, com reflexos potenciais sobre o comércio internacional e os preços de energia.

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